A geração do BERÇO DIGITAL (a primeira geração que não precisou de aprender a dominar as máquinas) é movida por recompensas, ganha medalhas só por participarem nos eventos, podem assistir em qualquer momento ao seu programa preferido (podem até saltar as várias temporadas só para verem o final), nem têm de sair de casa para irem às compras.

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Têm tudo o que (acham que) precisam à distância de um clique.

Com auto-estimas cada vez mais baixas, com relações de amizade superficiais (baseadas em quantificação de likes), isolados, vivem no mundo de faz-de-conta das redes sociais em que tudo aparenta estar magnífico, mesmo quando se sentem sozinhos e tristes.

digital-art-398342Somos animais sociáveis que precisam de interações com calor humano. Mas esta começa a ser uma arte em esquecimento, alheios às pessoas que os rodeiam, perdem oportunidades de praticarem aptidões sociais (como falar, estar e interagir com as pessoas ao seu lado).

O crescimento de uma relação demora, leva tempo, é preciso estar presente e disponível para investir…

A adolescência é um momento extremamente desafiante durante a qual o papel dos pares é preponderante, para aprenderem a lidar com a mesma. Quando passada ao telemóvel, na internet, a jogar, as amizades passam a ser substituídas por dopamina, uma substância química libertada no nosso cérebro que nos faz sentir bem quando recebemos um sms, um like, quando jogamos, fazemos compras, experimentamos drogas ou álcool.

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A Dopamina é altamente viciante, cria uma urgência em voltar a fazer o que da última vez nos fez sentir bem e repetir, repetir, repetir… mesmo que signifique deixar todas as outras áreas da nossa vida para trás (ex.: como dormir, alimentar-se, exercitar, estar com pessoas…)

Ficam presos nesta teia ilusória, com pilares de sobrevivência cada vez mais enfraquecidos, com dificuldade em sentir prazer nas vidas que têm. Sem paciência para o que exige tempo, esforço, empenho e dedicação como o amor, a amizade, o investimento escolar/profissional; alheios ao momento presente … a sentir, ver, ouvir, cheirar, saborear o que os rodeia.

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Não será de estranhar o aumento da taxa de suicídio, o aumento do número de faltas à escola por depressão.

Cada vez mais adormecidos/dormentes, sem sentir prazer em viver, dependem de substâncias químicas (sejam produzidas pelos próprio organismo, ou criadas artificialmente) para lidarem com o dia-a-dia!

Nunca vivemos num tempo em que recorrêssemos tanto a medicamentos…

Enquanto Pais e Educadores é urgente termos consciência dos desafios a que estamos expostos apoiando as gerações mais novas e a nós mesmos, com empatia, com compaixão!

Afinal o que nos falta?

Ter consciência que todas as tecnologias podem ser uma mais-valia nas nossas vidas se utilizados q.b. (Um garfo pode ajudar-nos a comer e a matar)

Falta-nos estar no presente, em sentirmo-nos gratos, em encontrar algo a que nos dediquemos, abraçarmos a nossa vulnerabilidade e a darmos o máximo de nós. A estimar-nos, a termos momentos connosco e momentos em que estamos com os outros, mas por inteiro, de forma verdadeiramente genuína de coração para coração!

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Como presente, deixo-vos este link :

Outro Link, mas para aprofundar os desafios da geração Millennials – “Simon Sinek on “Millennials in the Workplace”:

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