Já chegou ao netflix “Por 13 Razões”.

Uma série sobre o suicídio de uma adolescente que tem vindo a ter um grande impacto junto do público mais jovem e não só!

Porque falo disso aqui?

Porque esta série, enquanto narrativa viciante, pode passar a ideia do suicídio enquanto uma forma bem sucedida de vingança, ou uma visão fatalista que não vale a pena pedir ajuda…

Ainda assim, é também uma excelente oportunidade de CONEXÃO com o nosso filho/a, de vermos através do seus olhos, ouvirmos através dos seus ouvidos, SENTIR E PENSAR DO SEU PONTO DE VISTA.

ESTAR COM ele(a), de forma GENUÍNA, com MUITA ESCUTA (sem introduzir sugestões), SEM JULGAMENTOS e de CORAÇÃO ABERTO!

Os jovens (tal como as crianças e adultos) precisam de se sentir ACEITES, para terem o vontade de partilhar o que pensam/sente!

É positivo que partilhem connosco, ainda que possamos ouvir coisas difíceis. Quando temos dificuldade em lidar com isso, também podemos pedir ajuda!

Cada mãe/pai é a/o especialistas do seu adolescente, saberão muito melhor o que dizer, como e quando – OUÇAM O VOSSO CORAÇÃO!

Deixo algumas notas e exemplos (apenas ilustrativos) de possíveis áreas a abordar:

O que pensas sobre está série?

“Tenho receio que passe uma mensagem errada que não vale a pena pedir ajuda…

(*)Não estão sozinhos!

São amados e existem pessoas disponíveis para os ajudar: familiares, amigos, profissionais… é importante partilharem o que sentem, pois as outras pessoas podem não estar a perceber o que se está a passar!

Se alguma vez te sentisses assim o que farias? A quem pedias ajuda?”

O nosso cérebro pode pregar-nos partidas!

 “Sabes, o teu cérebro ainda está em desenvolvimento, e pode pregar partidas, basta que exista um desequilíbrio químico para causar uma terrível sensação de mau estar! Felizmente existem formas de colmatar isso! Se tiveres dúvidas podemos descobrir mais sobre estas questões!”

Também isto passará!

Levá-los a tomar consciência que, caso se sintam mal, isso não significa que o irão continuar a sentir para sempre!

A maioria das pessoas já passou por momentos muito difíceis, mas também estes momentos acabam por passar…”

Estou aqui para ti

Já alguma vez te sentiste assim?”

Conheces alguém que esteja a passar por isto? Se precisares de ajuda para apoiar alguém também estou aqui para ti!

A ideia não é que digam de quem se trata, pois podem considerar que estão a trair a outra pessoa, é principalmente de os ajudarmos a apoiar a outra pessoa, aliviando o “peso”!

Se fosses tu como gostarias de ser apoiado?

É uma situação delicada quando tomamos conhecimento de uma situação de risco!

Se o 1º instinto é avisar os familiares da outra pessoa para a situação, se o fizermos sem falarmos com o nosso adolescente este(a) pode sentir-se traído e nunca mais confiar em nós. O ideal é encontrarmos juntos uma forma de apoiar a outra pessoa ““Estou preocupado com [essa pessoa], ela/e já falou com mais alguém sobre o que sente? Pais, professores …?

Se não partilhou, é uma oportunidade para reforçar que (*) “Não estão sozinhos!.

Se já partilhou, podemos passar para outra fase. “Tu já ajudaste da forma que conseguias, por vezes é preciso a ajuda de alguém especializado, não concordas? O que achas de lhe sugerir isso mesmo?

Desmistificar a idealização do suicídio como forma de se vingar das pessoas que os “magoaram/não ajudaram”.

Quem achas que iria sentir mais dor? De que iria servir as pessoas que não ajudaram/magoaram sentirem culpa, remorsos se já não estaria cá para ver?

Todas as pessoas merecem ser Escutadas, Ajudadas, merecem VIVER!

 

Estas temáticas/questões são apenas a ponta do iceberg, servem apenas de sensibilização para a necessidade de se manter um canal genuíno com os adolescentes para os ajudar a lidar com os desafios que enfrentam no seu dia-a-dia!

Caso tenham outro tipo de dúvidas ou questões entrem em contacto!

Estamos cá para vocês!  SUBSCREVAM AGORA

appyBirthday Selena!

Queridos pais:

Esta é a carta que eu gostaria de escrever.

Esta luta em que estamos agora, eu preciso dela!

Não vos consigo dizer isso porque eu não tenho forma de o conseguir dizer e não faria sentido de qualquer maneira…

Mas eu preciso mesmo muito desta luta!

 

Eu preciso odiar-vos agora e preciso que vocês sobrevivam.

Eu preciso que sobrevivam ao meu ódio e à vossa zanga.

Eu preciso desta luta mesmo que eu a odeie também.

 

Nem importa a razão desta luta, se é sobre a hora de ir dormir, os trabalhos de casa, a roupa, o meu quarto desarrumado, as saídas ou não, os/as namorados/as, por não ter amigos, ou ter amigos de que não gostam.

Não importa.

Preciso lutar convosco sobre isso e preciso que vocês batalhem comigo.

 

Eu preciso mesmo muito que segurem numa ponta da corda para ficar firme, enquanto puxo firmemente a outra extremidade – enquanto eu encontro os suportes para me agarrar com as mãos e pés neste novo mundo em que sinto que estou!

 

Eu costumava saber quem era, quem vocês eram, quem nós éramos.

Mas agora não sei.

 

Neste momento, procuro os meus limites e por vezes só os encontro quando puxo por vocês. Quando empurro tudo o que eu costumava conhecer para o limite.

Então depois sinto que existo e por um minuto consigo respirar.

Eu sei que anseiam pelo/a garoto/a doce que eu era.

Eu sei disso, porque também eu desejo aquele/a garoto/a, e alguma desta saudade é o que é tão doloroso para mim agora.

 

Eu preciso dessa luta e preciso ver que não importa quão grandes ou “maus” sejam os meus sentimentos – eles não nos vão destruir: nem a mim nem a vocês.

 

Eu preciso que me amem mesmo no meu pior, mesmo quando parece que eu não vos amo.

Eu preciso que se amem a vocês próprios e a mim, por ambos neste momento.

Eu sei que é uma porcaria serem detestados e rotulados como os “maus da fita”.

Eu sinto o mesmo por dentro, mas preciso que vocês o tolerem e que procurem ajuda noutros adultos.

Porque eu não posso agora.

Se quiserem reunir os vossos amigos adultos para criarem um grupo de apoio tipo “sobreviver ao vosso adolescente”, tudo bem por mim.

Ou falar sobre mim nas minhas costas – eu não me importo.

Apenas não desistam de mim.

Não desistam desta luta.

Eu preciso disso.

 

Esta é a luta que vai me ensinar que a minha sombra não é maior do que a minha luz.

Esta é a luta que vai me ensinar que os sentimentos maus não levam ao fim de um relacionamento.

Esta é a luta que me vai ensinar a ouvir-me, mesmo quando pode dececionar os outros.

E esta luta em particular vai acabar.

Como qualquer tempestade, também ela irá passar.

E eu esquecerei e você esquecerá.

E depois ela virá novamente.

E eu vou precisar que se agarrem novamente à corda.

Eu vou precisar disto vezes sem conta ao longo dos anos.

 

Eu sei que não há nada inerentemente satisfatório neste trabalho para vocês.

Eu sei que provavelmente nunca vos irei agradecer por isso, ou até mesmo reconhecer o vosso esforço.

Na verdade, provavelmente irei criticar-vos por todo este trabalho duro.

Vai parecer que nada do que fizerem será suficiente.

E ainda assim, confio inteiramente na vossa capacidade de permanecer nesta luta.

Não importa o quanto eu discuta.

Não importa o quanto eu fico furioso.

Não importa o quão silencioso eu fique.

Por favor, segurem-se à outra ponta da corda.

E saibam que estão a fazer o trabalho mais importante que alguém poderia estar a fazer por mim agora.

 

Com Amor, o Vosso Adolescente”

 

Carta original https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10154774277870791&id=409781630790

 

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Quando iniciei o caminho da parentalidade consciente foi como o encontro entre uma mão e a sua luva!

Tudo encaixa e passa a fazer sentido!

Mas, não é assim para todas as pessoas!

A parentalidade nos nossos tempos é desafiante em níveis diferentes de algumas décadas atrás!

A sociedade evoluiu sem ter em conta as necessidades das crianças. E os pais lá vão tentando dar reposta a tudo o que lhes surge, cada vez mais isolados, com pouca ou nenhuma rede familiar e com empregos mais exigentes face ao aumento da competitividade!

Não será expectável, num momento de tantas evoluções tecnológicas, dotarmos os pais de instrumentos que lhes permitam redescobrir recursos internos e externos que lhes facilite a vida!???

Se educar é das coisas mais importantes que iremos fazer ao longo da nossa vida, não será salutar a nossa curiosidade sobre o que as ciências têm vindo a descobrir sobre o desenvolvimento humano, aumentando o leque de respostas ao nível da parentalidade??

Então, porquê a resistência?

Quando percebo o que está na base das críticas de alguns pais a este enquadramento da Parentalidade percebo que surge de uma de duas razões: o desconhecimento dos princípios em que assenta e/ou um olhar radical como se tratasse de atingir a perfeição! O que explicaria a frustração que sentem ao tentar pôr em prática, os pensamentos acusatórios, os sentimentos de culpa, vergonha e zanga! Afinal o ser humano é imperfeito, a “perfeição” resulta de uma construção das nossas mentes!

Dou-me conta que existe mais permeabilidade para falar de desporto, culinária, artes decorativas, aprender a utilizar uma nova rede social digital,  do que disponibilidade para sair do piloto automático e tomar consciência que parentalidade estamos a praticar…

O que também é compreensível, já que a nossa tendência é replicar o modelo de educação que tivemos. E exige coragem tomar consciência do impacto que a mesma teve na nossa vida.

Mas, existe diferença entre “foi o que me fizeram e não morri por causa disso” de “quero dar mais e melhor aos meus filhos”, afinal evoluir é isso mesmo, certo?

Em cada geração esperam-se saltos evolutivos! Ou vamos continuar com um léxico pobre e dasatualizado: “isto é birra” (quando não faz o que quero); “castigo, ou palmada” (como remédio para a birra), “fazes o que te digo porque sou eu que mando” (…)???

Sei que ambos queremos o melhor para nós e para os nossos filhos, certo?

Então, convido-te a parar e respirar, sim! Por nós! Porque estamos a fazer o melhor que conseguimos com os recursos de que dispomos. Apesar dos comentários sarcásticos de alguns supostos “teóricos” para agradar aos pais mais críticos, a realidade é que até hoje todos os pais/mães/educadores com os quais abordo esta questão acabam por desabafar que este é um desejo genuíno “conseguir controlar-se”! Estou cá para apoiar todos os que o desejam praticar! Quantos desentendimentos, zangas, guerras, até homicídios não teriam sido evitados se o tivessem conseguido fazer! ?

Quando me questionam:

Mas os pais nunca tiveram de aprender nada para desempenhar os seus papéis porquê começar agora?

Convido-te a colocares com gentileza estas questões e responderes para ti:

Como está a correr a tua experiência enquanto pai/mãe/educador?

Se te sentiste confortável com a resposta que te surgiu (ao nível dos pensamentos, das emoções, e das sensações corporais) podes parar de ler aqui!

Se sentiste alguma dormência convido-te a continuar a ler!

Como queres que seja a tua vivência da Parentalidade?

Imagina que tenho uma varinha mágica que te pode conceder desejos: que desejos pedias, enquanto pai/mãe/educador, para além de saúde?” (escreve, mesmo que agora não te façam sentido!)

E por aqui seguiríamos!

Com perguntas inspiradoras para chegares à tua essência! Em todas as minhas áreas de trabalho (psicóloga, instrutora de massagem infantil, facilitadora de parentalidade consciente) o meu papel é sempre de facilitadora, pois o/a especialista és tu!

Não existem receitas, cada feto, bebé, criança, adolescente, adulto, sênior é único!!!! Cada pessoa tem dentro de si as respostas que precisa para se continuar a desenvolver!

Para os mais céticos, acrescento que esta educação tradicional (que gostam de salvaguardar) tem claramente potencial de crescimento se não, vejamos: a depressão, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), será uma das doenças mais incapacitantes até 2019, sendo uma doença que tem por base uma baixa auto-estima.

A auto-estima que é fruto das nossas vivências e educação, fruto da voz interior que fomos ouvindo enquanto crianças e que permanece dentro da nossa cabeça e nos acompanha em adultos. Voz essa que condiciona a minha forma de me relacionar comigo mesmo, com os outros, com os desafios da vida!!

Que voz ouves?” Este é o reflexo da tua educação!

O que andamos nós a dizer aos nossos filhos?” Será a voz que os irá acompanhar até em adultos!

Se queres proporcionar uma educação ao nível da “última geração tecnológica”, estou cá para te apoiar!

Se ainda não sabes o que queres, mas não estas satisfeito com a forma como atualmente vives a tua parentalidade, estou cá para te apoiar!

Se gostavas de saber um pouco mais sobre ‘Parentalidade Consciente’ também estou cá para te apoiar!

E sempre de coração aberto!

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