Quando iniciei o caminho da parentalidade consciente foi como o encontro entre uma mão e a sua luva!

Tudo encaixa e passa a fazer sentido!

Mas, não é assim para todas as pessoas!

A parentalidade nos nossos tempos é desafiante em níveis diferentes de algumas décadas atrás!

A sociedade evoluiu sem ter em conta as necessidades das crianças. E os pais lá vão tentando dar reposta a tudo o que lhes surge, cada vez mais isolados, com pouca ou nenhuma rede familiar e com empregos mais exigentes face ao aumento da competitividade!

Não será expectável, num momento de tantas evoluções tecnológicas, dotarmos os pais de instrumentos que lhes permitam redescobrir recursos internos e externos que lhes facilite a vida!???

Se educar é das coisas mais importantes que iremos fazer ao longo da nossa vida, não será salutar a nossa curiosidade sobre o que as ciências têm vindo a descobrir sobre o desenvolvimento humano, aumentando o leque de respostas ao nível da parentalidade??

Então, porquê a resistência?

Quando percebo o que está na base das críticas de alguns pais a este enquadramento da Parentalidade percebo que surge de uma de duas razões: o desconhecimento dos princípios em que assenta e/ou um olhar radical como se tratasse de atingir a perfeição! O que explicaria a frustração que sentem ao tentar pôr em prática, os pensamentos acusatórios, os sentimentos de culpa, vergonha e zanga! Afinal o ser humano é imperfeito, a “perfeição” resulta de uma construção das nossas mentes!

Dou-me conta que existe mais permeabilidade para falar de desporto, culinária, artes decorativas, aprender a utilizar uma nova rede social digital,  do que disponibilidade para sair do piloto automático e tomar consciência que parentalidade estamos a praticar…

O que também é compreensível, já que a nossa tendência é replicar o modelo de educação que tivemos. E exige coragem tomar consciência do impacto que a mesma teve na nossa vida.

Mas, existe diferença entre “foi o que me fizeram e não morri por causa disso” de “quero dar mais e melhor aos meus filhos”, afinal evoluir é isso mesmo, certo?

Em cada geração esperam-se saltos evolutivos! Ou vamos continuar com um léxico pobre e dasatualizado: “isto é birra” (quando não faz o que quero); “castigo, ou palmada” (como remédio para a birra), “fazes o que te digo porque sou eu que mando” (…)???

Sei que ambos queremos o melhor para nós e para os nossos filhos, certo?

Então, convido-te a parar e respirar, sim! Por nós! Porque estamos a fazer o melhor que conseguimos com os recursos de que dispomos. Apesar dos comentários sarcásticos de alguns supostos “teóricos” para agradar aos pais mais críticos, a realidade é que até hoje todos os pais/mães/educadores com os quais abordo esta questão acabam por desabafar que este é um desejo genuíno “conseguir controlar-se”! Estou cá para apoiar todos os que o desejam praticar! Quantos desentendimentos, zangas, guerras, até homicídios não teriam sido evitados se o tivessem conseguido fazer! ?

Quando me questionam:

Mas os pais nunca tiveram de aprender nada para desempenhar os seus papéis porquê começar agora?

Convido-te a colocares com gentileza estas questões e responderes para ti:

Como está a correr a tua experiência enquanto pai/mãe/educador?

Se te sentiste confortável com a resposta que te surgiu (ao nível dos pensamentos, das emoções, e das sensações corporais) podes parar de ler aqui!

Se sentiste alguma dormência convido-te a continuar a ler!

Como queres que seja a tua vivência da Parentalidade?

Imagina que tenho uma varinha mágica que te pode conceder desejos: que desejos pedias, enquanto pai/mãe/educador, para além de saúde?” (escreve, mesmo que agora não te façam sentido!)

E por aqui seguiríamos!

Com perguntas inspiradoras para chegares à tua essência! Em todas as minhas áreas de trabalho (psicóloga, instrutora de massagem infantil, facilitadora de parentalidade consciente) o meu papel é sempre de facilitadora, pois o/a especialista és tu!

Não existem receitas, cada feto, bebé, criança, adolescente, adulto, sênior é único!!!! Cada pessoa tem dentro de si as respostas que precisa para se continuar a desenvolver!

Para os mais céticos, acrescento que esta educação tradicional (que gostam de salvaguardar) tem claramente potencial de crescimento se não, vejamos: a depressão, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), será uma das doenças mais incapacitantes até 2019, sendo uma doença que tem por base uma baixa auto-estima.

A auto-estima que é fruto das nossas vivências e educação, fruto da voz interior que fomos ouvindo enquanto crianças e que permanece dentro da nossa cabeça e nos acompanha em adultos. Voz essa que condiciona a minha forma de me relacionar comigo mesmo, com os outros, com os desafios da vida!!

Que voz ouves?” Este é o reflexo da tua educação!

O que andamos nós a dizer aos nossos filhos?” Será a voz que os irá acompanhar até em adultos!

Se queres proporcionar uma educação ao nível da “última geração tecnológica”, estou cá para te apoiar!

Se ainda não sabes o que queres, mas não estas satisfeito com a forma como atualmente vives a tua parentalidade, estou cá para te apoiar!

Se gostavas de saber um pouco mais sobre ‘Parentalidade Consciente’ também estou cá para te apoiar!

E sempre de coração aberto!

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