Parentalidade Digital (1ª Parte)

A era digital surgiu recentemente na parentalidade, sendo desconhecida na infância da maioria de nós. Sem histórias ou reflexões com as quais possamos aprender. Apelativa e controversa, levanta questões prementes, sendo uma das causas de maior conflito entre pais e filhos, de modo transversal a todas as faixas etárias.

Curiosamente, a relação da parentalidade com o mundo digital começa, como quase tudo na parentalidade, antes mesmo da existência de uma criança.

São muitos os objectivos com que nos mantemos ligados: para trabalhar, por entretimento, por fuga (para nos abstrairmos da realidade) ou, mais grave, como vício (quando começa a afetar negativamente outras áreas da nossa vida).

Começamos por introduzir os nossos filhos no mundo digital, quando na sua presença, estamos ligados aos ecrãs.

A qualidade (o que fazemos) e a quantidade de tempo passado no mundo digital, irá moldar a relação que os nossos filhos irão estabelecer com os ecrãs.

Os bebés/crianças são esponjas, não se deixem enganar pelo tamanho ou pela não existência de comunicação verbal! Eles percebem a profundidade, quase hipnótica com que nos conectamos aos ecrãs. Despertando ainda mais a sua curiosidade. 

Desde cedo, começam a ter um contacto com o mundo digital, seja para entretimento conjunto, como por exemplo, escutar uma música enquanto a tentamos cantar/dançar com eles. Ou, para os manter entretidos/sossegados, durante aqueles minutos em que precisamos de algum tempo para nós, seja para cozinhar, responder a um e-mail, tomar um banho, falar mais calmamente (sem ser interrompido) com o companheiro, ou até para arejar pelas redes sociais. 

Quando a parentalidade é vivida com dia-a-dias muito preenchidos, com pouca/nenhuma rede familiar de suporte, acaba por ser um babysitter invisível que nos surge em casa. Uma possibilidade de fazer uma pausa, num mundo demasiado agitado, num looping constante. Começa a ser utilizado de forma inofensiva, mas se não tivermos consciência do grau de utilização e da razoabilidade, face à imaturidade dos nossos bébés/crianças, rapidamente se pode tornar num hábito/problema difícil de combater.

Um mundo tão deslumbrante que rapidamente controla todos, torna reféns bebés, crianças, adolescentes e adultos!

Uma ferramenta com limites muito ténues, que tanto pode proporcionar apoio como uma negligência silenciosa!

Afinal até onde é aceitável, quais os limites?

É um mundo com areias movediças, sendo fundamental ter consciência da nossa intenção enquanto pai/mãe e ter presente os valores que nos irão ajudar a avançar, sem nos afundarmos!

É nossa função ajudar os nossos filhos a conseguirem comer, ou aprenderem a esperar/estar sem estarem dependentes de um ecrã! A manterem interesse no mundo físico, a curiosidade de exploração, a sensação de tédio e o fascínio de encontrar no “nada” um mundo de descobertas fascinante!

O mundo digital, pode-se tornar num mundo com duas faces, se não colocarmos limites conscientemente!

O principal desafio do mundo digital não começa na parentalidade, mas na nossa individualidade!

Na realidade, a parentalidade digital é como a parentalidade no seu todo!

É tanto mais difícil, confusa e desafiante, quanto menos consciente for vivenciada!

 

Inês Gaspar (Psicóloga, Coach e Facilitadora de Parentalidade Consciente)

 

Hoje é Dia Mundial do Sono! Afinal para que serve Dormir?

O que precisamos saber?

Dormir é tão importante quanto beber água ou alimentar-nos, sabias?

É tão importante quanto ler, estudar ou treinar!

Um terço da nossa vida a dormir por boas razões!

Limpar a mente e fazer a manutenção para nos mantermos saudáveis!

Não consegue dormir? Comece por desligar os ecrãs 1h antes da hora de se deitar!

O que acontece quando vemos ecrãs (ex.: telemóvel, tablet, tv, pc) antes de adormecer:
A luz intensa dos fotões vinda dos ecrãs, estimulam, dizem ao cérebro para se manter acordado, para não produzir melatonina (hormona produzida quando há ausência de luz, regula o relógio biológico fazendo com que tenhamos sono à noite e mais disposição pela manhã).
Como não adormecemos, continuamos a “aproveitar o tempo” a ler/responder a e-mail a varrer as redes sociais enquanto o tempo vai passando, acabamos por adormecer, por exaustão, bem mais tarde. Se adormecermos por ex.: à 1h e acordarmos cedo ex.: 6h, teremos dormido menos do que o recomendado 7h a 9h!

Impacto:
Enquanto dormimos os nossos neurónios descansam, mas mais importante: as células da glia (de suporte) limpam as toxinas que os neurónios produziram. Esta limpeza só é possível quando permanecemos em repouso/a dormir entre 7h a 9h. (Apenas uma minoria de pessoas (5%) precisam de dormir menos.)

Dormir horas insuficiente tem impacto ao nível da diminuição:
– da atenção
– da memória
– da capacidade de resolver problemas
– dos níveis de insulina – que ajudam a regular o metabolismo. Provavelmente começamos a ganhar mais peso e a comer mais.
– É tóxico para as ligações do cérebro.
É SIMPLES:
MELHORA A QUALIDADE DA SUA VIDA, dormindo mais, tomando a DECISÃO CONSCIENTE de DESLIGAR OS ECRÃS CEDO (ex. uma hora antes de ir para a cama.)!

Sono Profundo importante para a qualidade das relações que estabelecemos.

Aguardamos estes novos dispositivos, até lá durmam bem!

 

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As doenças dos nossos filhos (que não estão contemplados nas nossas agendas profissionais ou na gestão doméstica) são um teste às nossas inspirações parentais e intenções profissionais!
Mas mais do que isso… consomem rapidamente a nossa bateria (como algumas app. nos telemóveis)!

É óptimo quando existe rede de apoio!
Quando não existe, cá estamos com os 2 braços a cuidar de tudo o que nos é possível, com a sensação que a vida se esqueceu que não somos animais com tentáculos!

Estar a meio de uma consulta quando o telemóvel toca com o contacto da escola de um deles …

Subir com a filha mais nova ao colo (que tinha adormecido profundamente no vinda da escolinha), com as mochilas dos dois, sacos, chaves e casacos, com o guru mais velho a chorar com dores de ouvidos…

Quando adoecem no dia em que é preciso ir às compras, por estarem a acabar os bens básicos…

Esperas até ao dia seguinte na esperança que esteja melhor e lá vais com a criança sentada dentro do carrinho das compras até não caber mais nada. E, quando estás mesmo a terminar os frescos, diz-te a gritar “preciso de fazer chichi agora!”. (Valha-nos os seguranças dos supermercados que ficam a guardar o carrinho de compras). Mas isto foi só o começo, com o carrinho cheio, pede-te colo… o colo que merece que precisa (afinal está doente). Percebes os olhares “Como vai conseguir levar o carrinho cheio com a criança ao colo” … caramba se os conseguimos gerar e parir … isto fazemos com uma perna às costas! (era o que gostava de ter pensado na altura!)

Mas o cansaço da noite mal dormida, dos reagendamentos profissionais, cozinhar comidas extras mais saudáveis, das tardes de colo, mimo e histórias; da impaciência/irritabilidade das crianças (com necessidades extras), dos  cuidados de saúde (dos quais já estão fartos), já há muito que nos deixaram com a bateria a apitar por termos entrado na “reserva”!

Quando um melhora e regressa à escola, não raras as vezes, começa o outro pequenote a queixar-se com dores/desconforto…

Reviram-se os olhos, rodam-se os ombros, respira-se fundo e lá vamos nós continuar a puxar pela bateria mais um pouco.

Quando ambos regressam à escola, desilude-te se pensas que já está tudo a voltar à normalidade!

Afinal, quando carregaste as tuas baterias?

Agora não dá!” dizemos para nós próprias como a justificar-nos.

Somos como um carro quando começa com a luz a piscar, podemos tratar logo do que precisa ou “deixar andar” até ele parar! (Quase com o pensamento mágico que isso não irá acontecer connosco…)

E acredita o nosso corpo tem muitas formas de nos fazer parar … constipações, gripes, enxaqueca, dores musculares … (estas até são as mais simpáticas…) !

Cuidar de TI é tudo o que a tua família precisa! 

Cuidar de ti só depende de ti mesma!

… ninguém o pode fazer por ti!

E podes pedir ajuda:

  • aos teus filhos para que, pelo menos durante umas horas te deixem dormir/descansar (mesmo que te acordem para dar beijos e para perguntar se já estás melhor de 5min em 5 min). Se tiveres bebés, pedir ao outro cuidador para te acordar só quando for preciso mamar, por exemplo.
  • Pedir ao companheiro, à mãe para cozinhar (encomendar/ir comprar) umas refeições, para poderes ficar a descansar (a dormir ou acordada) no sofá uma tarde de fim-de-semana, numa noite, tomar um banho relaxada…ires ter com uma amiga; teres um momento contigo mesma …

Tu e eu sabemos o que cada uma de nós precisa para se nutrir … mesmo quando não conseguimos encher a bateria a 100% qualquer valor acima dos 50% já é positivo!

Ao cuidar dos outros precisamos de tempo para cuidar de nós.
Não é um capricho é uma necessidade universal!
Como pode um poço dar água se o deixarmos secar?

Já agora, como anda a tua bateria?

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A Infância não é a época dos frutos amadurecerem, mas de plantar sementes.

O guru cá de casa gosta de jogar futebol e o ano passado quis entrar para uma escola de futebol. Preparava-se com entusiasmo nos 20 min que tinha, entre o final das aulas e o treino, e saía de lá sempre animado e cheio de energia. Para nós era claro que estava a desfrutar e a aprender.

Eis que no final da época, quando já tinham acabado as aulas escolares, umas horas antes do treino, disse que não queria ir. Estranhámos, mas achámos que poderia ser por o seu amiguinho também não ir ao treino naquele dia. Mas fiquei com a “pulga atrás da orelha”.

Nas vezes seguintes, sem que nos conseguisse explicar o porquê, informa-nos que não quer voltar aos treinos. Ficámos preocupados com o que poderia ter acontecido para desistir. Depois de várias conversas para perceber o que estava na causa da sua saída, fica a minha conclusão:

  • Ele gosta de jogar sem ser interrompido para aprender a fazer a leitura do jogo.
  • Ele gosta de jogar sem ter de treinar nada em particular.
  • Leva aprendizagens que põe em prática (como fintas dignas de um profissional) e que para ele são suficientes, neste momento!

Na realidade, ele gosta de todo o mundo à volta do futebol:

  • gosta de ver/rever jogos atuais e jogos míticos
  • gosta de saber histórias sobre o futebol, sobre futebolistas/guarda redes
  • gosta de organizar campeonatos (de Portugal, de Inglaterra). Faz o emparelhamento das equipas, simula os jogos jogando-os fisicamente  (até mesmo sozinho), chega até a recordar algumas particularidades, de acordo com a sua imaginação (quem marcou, em que altura do jogo, se alguém foi expulso ou se magoou). Como anota todos os resultados em “bracket”, o pai criou com ele uma folha base para ele poder preencher.

Ontem tomei consciência que o meu filho fala uma língua estranha, que eu já não domino, como o nomes de jogadores que nunca ouvi falar. O que despertou em mim uma sensação ambivalente, por um lado a alegria por estar a crescer a descobrir coisas por si, por outra a nostalgia por já não conhecer todo o seu Universo!

Relembrei que sou guardiã deste guru que não é meu, é do Universo, ao qual eu também faço parte!    

Quando o questionámos se existia alguma atividade que gostasse de experimentar este ano: “Ginástica!”

Agora percebo a sua decisão: ele está a escolher as sementes que quer regar, não quer começar já a amadurecer os frutos!

Numa sociedade formata para a perfeição, para criar especialistas, cresce a ideia que têm de começar desde pequenos a aperfeiçoar a técnica (amadurecer os frutos), quando na realidade o que os enriquece é a oportunidade de poderem contactar com diferentes sementes, escolhidas por eles. Só assim irão ter a oportunidade de perceber qual irá florescer nos seus corações, para depois se dedicarem a esta de corpo&alma!

Para ti que és guardião(ã) de gurus, como eu:

Aceita quando não quiserem regar mais sementes, por sentir que têm as suficientes naquele momento.

Confia na sua intuição quanto às sementes que escolhem.

Gere as expectativas, para não lhes impores o que tu gostarias que eles realizassem, ou o que tu gostarias de ter realizado.

Respeita a sua singularidade, a sua voz interior (essência), os filhos não são “marionetas” que manipulamos à nossa vontade.

Lembra-te: tu és parceiro (a) de jornada da vida deles, um(a) jardineiro(a) e não carpinteiro(a) ou escultor(a)!

 

Se te identificaste com esta temática, convido-te a saber mais sobre o Curso que vai começar dia 18/09, online:

“Mãe de Coração Cheio, Viagem à Parentalidade Consciente, em 66 dias.

Informa-te Aqui

 

Vou contar-te uma história, sobre uma mulher que se tornou mãe.

A certa altura, embora se sentisse abençoada pela criança que passou a fazer parte da sua vida, sentia-se esgotada com os inúmeros afazeres associados a este novo papel. Confusa quando se recordava da mulher que fora outrora, questionava se nunca mais teria tempo, disponibilidade para cuidar de si, para os seus momentos de lazer e divertimento com o seu companheiro, os amigos, para prosseguir os sonhos profissionais que estavam em standby.

Sentia que apenas “sobrevivia” ao dia-a-dia, que não desfrutava do seu papel de mãe, não pelo menos como o tinha idealizado, o que se traduzia em culpa.

Por entre os seus queixumes desejava que o universo a escutasse.…

O universo, que está sempre atento, escutou-a e enviou-lhe ajuda!

Enviou-lhe a oportunidade de mudar, de renascer e passar a conseguir desfrutar mais da sua nova vida … de EVOLUIR!

Propôs-lhe uma VIAGEM mas, para DENTRO DE SI MESMA!

E o que fez ela? Começou a arranjar desculpas, a justificar-se:

“Não tenho tempo, não tenho dinheiro, não tenho vida, não tenho … “

Não se deu conta que ainda lhe faltava CORAGEM para se reencontrar consigo mesma, com a sua essência!

No fundo, receava o que poderia vir a encontrar, afinal, tinham sido anos a deixar entrar criticas (vinda dos outros e mais ainda vindas de si própria), a achar que não era suficientemente boa, inteligente, bonita, capaz … o lhe provocava uma sensação de vazio que tentava preencher com pequenos extras de comida, compras, relacionamentos, hábitos que a mantinham anestesiada. Mas rapidamente regressava a insatisfação…

Ela sabia que estava a entrar em rotura, mas seria ela suficientemente importante para mobilizar recursos para fazer uma viagem, ainda por cima uma viagem algo enigmática? Seria ela merecedora de tal viagem?

Recordava o esforço com que também outras mães viveram/viviam este papel, desde a sua mãe, avós, tias, amigas e suspirava, como se uma vida entusiasmante apenas fizesse parte do passado!

Depositava agora a esperança que fosse o mundo exterior a devolver-lhe o brilho nos olhos, a aliviar-lhe a pressão que sentia. Cada vez assumia mais o papel de vítima, aquela que se queixa do que não pode mudar: os homens, o chefe, o trânsito, o governo, a sociedade, o tempo, o mundo …

Não tinha consciência que estava a pagar um preço demasiado alto: o preço da frustração!

Na vida pagamos um de dois preços: da frustração (deixar tudo como está) ou da disciplina (entrar em ação).

É normal que intimide sair da zona de conforto, mas só assim evoluímos. Vejamos o exemplo dos bebés que continuam a treinar exaustivamente, mesmo quando caem e se magoam, até conseguirem andar, correr, saltar!

A sua mente evitava a “remodelação” como forma de poupar energia, afinal remodelar significa: fazer barulho, pó, lidar com sujidade, paredes cinzentas… Mas, o seu coração sussurrava-lhe que é também uma oportunidade para cuidar de si, para reforçar os pilares… é a jornada em que cada pequena conquista faz o coração sorrir e a energia fluir!

O universo que continuava lá para ela, enviou-lhe alguém que a questionou:

“E se, for possível

criares uma vida memorável, com mais harmonia, em maior sintonia contigo e com a tua criança, e não te tiveres dado uma oportunidade?”

 

“O que acontece quando “deixares ir” os pensamentos assustadores, quando deres a mão ao teu coração e resgatares a coragem que ele contém para seguirem juntos nesta viagem, de coração aberto?”

 

“E, se ao longo desta viagem puderes contar ainda com alguém para te guiar, para puxar por ti, para te dar apoio?”

 

“O Universo trouxe a Viagem da Tua Vida!
Vais arranjar desculpas – JUSTIFICAR – ou escolhes EVOLUIR?”

“A resposta está no teu coração, escuta-o/sente-o!”

Se esta história ecoou em ti é porque é, também, a Viagem da tua vida:

 

“Mãe de Coração Cheio, Viagem à Parentalidade Consciente, em 66 dias.

 

RESERVA JÁ o teu Bilhete
Junta-te a uma comunidade de Mães & Mulheres que escolhem Evoluir,
que se querem sentir Felizes e Realizadas!

Honra as gerações de mulheres extraordinárias dos nossos antepassados que deram o seu melhor e nem sempre tiveram a oportunidade de desfrutar da sua própria vida! 

É uma viagem desenhada, também por uma mãe&mulher, tendo em conta as tuas necessidades e constrangimentos.

Se estás focada no investimento financeiro, digo-te que este representa um compromisso contigo mesma, para nos momentos mais desafiantes te fazer levantar e a seguir em frente! No final o retorno será incalculável!

Esta viagem é um convite do Universo, porque tu mereces!

EVOLUI!

 

Desde crianças desenvolvemos um “balão emocional” dentro de nós!

Sempre que nos deparamos com sentimentos desafiantes vamos soprando para o balão. Sopramos quando sentimos medo, zanga, perda de familiares, separações… Sopramos mesmo quando se tratam de sentimentos apaixonantes, vibrantes e maravilhosos, quando não estão “autorizados” a serem expressos, ou têm de ser contidos (como estar apaixonado, abraçar, dar gargalhadas em público …).

E é assim que este balão vai enchendo, enchendo até rebentar!

É quando nos “salta a tampa”! Normalmente acontece junto das pessoas que nos são mais próximas, em circunstâncias que não ‘justificariam’ tal explosão emocional, se só olharmos para a ponta do iceberg e ignoramos tudo o que está por baixo. Tudo o que foi sendo acumulado e recalcado que cria pressão e teima em sair, como o ar de um balão quando encontra um buraco para passar, ou como o vapor de uma panela de pressão!

A explosão de um “balão emocional” pode-se tornar num rastilho de repercussões incontroláveis, já que pode levar ao enchimento de outros “balões emocionais”. Vejamos o exemplo de um chefe que, ao “explodir” com os colaboradores, vai propiciar tanto mais o enchimento dos seus “balões emocionais”, quanto menos estes conseguirem gerir as suas próprias emoções. Sendo que cada um deles pode acabar por explodir o seu “balão emocional” com a sua própria família, filhos podendo levar ao enchimento dos “balões emocionais destes e assim sucessivamente.

Desconexão: a origem do “balão emocional”

Nascemos conectados, as crianças nascem a amarem-se da cabeça aos pés! Nascem a manifestar as suas emoções com autenticidade, com aceitação. As emoções são parte integrante de uma autoestima saudável!

Mas a sociedade, que não aceita grande parte das emoções, que não sabe gerir as mesmas, rejeita a sua manifestação, educa para as recalcar.

Educa-se condicionando: ser forte, não chorar, não mostrar emoções (meninos) ser doce e delicada (meninas), a não dizer que não, a não rir muito alto… e por aí vamos.

Educa-se para a desconexão do coração, das emoções!

E cada vez que não aceitamos as nossas emoções, é uma parte da nossa autoestima de que abdicamos.

Desconexão: um preço alto de mais!

E passamos uma vida a sentirmo-nos insatisfeitos, incompletos, imperfeitos, a sentir que não somos o suficiente. Sem termos consciência do que nos levou para este esboço do que podemos ser. Desconectados das nossas emoções, de parte fundamental do nosso Ser!

A Conexão da Mente & Coração é o que nos permite Estar, Sentir, Viver, Amar a 100%!

Só com esta conexão conseguiremos ter uma relação autêntica connosco e com os outros!

Lembremo-nos: qualquer conquista vem da paixão de encararmos a vida de coração aberto (mesmo quando temos uma mente forte)!

É tempo de nos conectarmos com as emoções! De as aceitar como parte fundamental para a nossa sobrevivência e bem-estar, já que são os semáforos das nossas necessidades. De as aprendermos a gerir!

Gerir Emoções é:

1º reconhecer o que sentimos (aceitar)
2º dar-lhes um nome
3º agradecer estarem-nos a transmitir uma mensagem útil.
Isto é, se estão ou não, a ser preenchidas as nossas NECESSIDADES – que são princípios de vida universais, partilhados por toda a humanidade.
4º Canalizar a sua energia para pôr em prática estratégias válidas que nos permitam preencher as necessidades em causa, no caso das emoções consideradas “negativas” (Ex.: tristeza, medo, culpa, raiva…)

 

Começa a esvaziar o balão antes que exploda!

Por ti, pelas tuas crianças, pela sociedade, pela humanidade!

 

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Com o aproximar das férias a criança dentro de nós começa a saltitar, aparecem umas borboletas no estomago, uns suspiros inesperados. A nossa mente tende a vaguear por inspiradoras memórias de bem-estar e acabamos rendidos às expectativas.

Mas, ir de férias depois de sermos pais tem nuances diferentes, das férias gozadas antes de sermos pais!

E não me refiro só à bagagem! A inspiração é a mesma: desfrutar ao máximo! O ritmo é que muda completamente.

Agenda das crianças é diferente da agenda dos adultos, há que gerir as nossas expectativas!

A agenda dos adultos é muito ambiciosa tendo em conta a capacidade do próprio organismo, da maturidade da criança para lidar com tantas novidades.

O que para nós significa entusiasmo pelas nossas memórias de experiências passadas, para as crianças significa um esforço extra para processar e assimilar tamanha quantidade e qualidade de informação nova.

 Ex.: o pequeno-almoço dos hotéis para os adultos que gostam de saborear, significa uma degustação dos deuses, capaz de nos fazer saltar da cama cheios de entusiasmo. Já para as crianças, significa quebrar todas as suas rotinas, vestir e sair minimamente apresentável antes de se terem alimentado. Quando chegam à sala do pequeno-almoço confrontam-se com inúmeras pessoas novas e são inundadas com milhentas possibilidades. Na melhor das hipóteses é-lhes dada a escolher como se querem alimentar. Na pior das possibilidades ficam restringidos ao que podem comer, enquanto os seus sentidos experienciam uma overdose de cheiros, cores, texturas diferentes e apelativas, ansiando pela experimentação do seu paladar.

É claro que esta situação muda de família para família. Este fim-de-semana, foi a primeira vez em que não levei o pequeno-almoço que costumam tomar, como não gostaram de praticamente nada, acabaram por comer muito pouco!

 Um mundo de novidades nem sempre é entusiasmente para as crianças, pelo contrário, pode ser desgastante!

É compreensível que estes seres magníficos que ainda estão a aprender a lidar com as emoções, entrem rapidamente em colapso sensorial com tantas informações sensoriais novas (ver http://bestofme.pt/2016/11/01/birra-colapso-sensorial/ ). Obviamente que varia consoante a maturidade da criança, do tipo de personalidade predominante (energia) e do seu estado de humor.

Lembremo-nos que manter as rotinas, que é um aspeto fundamental para lhes passar conforto e segurança, nem sempre é possível nas férias.

Ex.: Quando dormem numa cama e num quarto que não o delas, é normal que estranhem as primeiras noites. Afinal, ainda não tiveram possibilidade de os assimilar como sendo o seu porto seguro, como o seu lar!

Precisam da nossa Abertura, Paciência, Não julgamento, Confiança, Não-esforço, Aceitação, Deixar Ir (a expectativa da agenda de férias) e da nossa Generosidade.

Que tenhamos consciência das suas necessidades e das limitações face à sua maturidade!

As férias significam um reset, um começar sem bagagem (do passado) – Mente de Principiante. De estar com eles de coração aberto, apoiá-los, respeitando os seus tempos, os seus receios, ajudando-os a ultrapassá-los com compaixão, com empatia!

Férias com Mindfulness&Heartfulness para que pais&filhos desfrutem das merecidas férias!

(Créditos: foto de Inês Gaspar)

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As histórias que a tua criança precisa escutar

As histórias têm sido a forma preferencial para passarmos ensinamentos entre gerações, entre culturas.

É inevitável, são bem recebidas, ficam no ouvido e bem presentes na nossa vida!

Quando escutas uma história, uma metáfora, trata-se de outras personagens que não tu, este distanciamento transmite-te segurança suficiente para baixares as tuas defesas e deixar entrar no teu subconsciente o ensinamento implícito!

Se queres passar algum ensinamento ao teu filho, 1º põe em prática, sê o modelo! 2º Conta-lhe em versão de história! Não é por acaso que as crianças gostam tanto de estar com os avós sempre recheados de boas histórias, como as aventuras dos pais quando eram pequenos! Tudo pode ser transformado em história!

Sempre que é contada uma história é estabelecida uma ligação entre neurónios, fica guardada no nosso cérebro e passa a fazer parte das memórias a que recorremos quando estamos perante um desafio. São mesmo importantes porque são a fundação das nossas crenças! E estas condicionam o que fazemos, como fazemos, o que pensamos …

Então, que histórias andamos nós a contar-lhes?

Que as mulheres precisam de ser salvas pelos homens?!?!?!

Que os super-heróis nascem com poderes especiais que não precisam de ser aprendidos e treinados?!?!?!

Não me parecem que sejam histórias que os preparem para criarem diariamente uma vida memorável!

A minha família é benfiquista, este ano foram muitos os títulos ganhos. Se juntarmos o facto de ainda termos na memória que somos os campeões Europeus de Futebol, percebo porque os gurus cá de casa fazem do Sr. Batata a taça da vitória que tantas vezes levantam, nas suas brincadeiras, com esforço (pelo peso) proporcional ao que ela significa!

Sim, é possível vencermos!

E para lá chegarmos existe um caminho de aprendizagem com os erros, humildade, resistência à frustração, muita disciplina, praticar até sermos os melhores no que fazemos, até conseguirmos alcançar o nosso objetivo. Mas, primeiro é preciso sonhar! Sonhar com a tua missão: o que queres deixar às próximas gerações, o contributo que ofereces ao Universo que te acolhe!  Com coragem, suor e ousadia!

Estamos a contar-lhes as histórias de que todos nós nascemos com as sementes que podem florescer em super poderes, se colocarmos em prática estes ingredientes, diariamente na nossa vida?

A partilhar histórias em que só existem super-heróis com dedicação, coragem e que entram em ação? Sim, super-heróis que não são perfeitos, que vão errar e aprender com isso, que cuidam de si, estimam-se e que também respeitam os outros? Que qualquer pessoa, em qualquer idade, género, ou etnia pode ser um super-herói?

Descendemos de um povo, curioso que ousou e descobriu!

Criamos histórias diariamente, umas vezes com vitórias, outras com desfechos trágicos… em todas elas aprendemos algo importante!

Nestes dias de luto pela tragédia do fogo que fez vítimas mortais, mais do que alguma vez poderíamos imaginar, quando uma vida já é demais, vemos o exemplo de guerreiros como os Bombeiros (que em outros países são considerados heróis nacionais) a darem tudo o que têm para oferecer, o seu suor e lágrimas para evitar mais catástrofes.

Quando contares uma história à tua criança questiona:

“Que ensinamento lhe estou a passar? É construtivo ou limitador?”

(Foto tirada no Feijão Verde Fun Park Sintra)

 

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DISCIPLINAR é:

#EDUCAR & ENSINAR, ajudar a criança a canalizar a energia para formas mais adequadas de agir.

#Estabelecer LIMITES – estruturar a vida que é fundamental para a Saúde &Bem-estar da criança.

#UmaPRENDA que oferecemos à criança, pois facilita um desenvolvimento harmonioso e passa o Amor e respeito que sentimos por ela.

#Uma Ferramenta que deve ser HONRADA, sendo posta em prática quando estamos em condições (e não quando estamos zangados, pois iria servir apenas para aliviar a nossa pressão); utilizando uma linguagem respeitadora (as palavras que usamos vão acompanhá-los como sombras durante muitos anos).

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Já chegou ao netflix “Por 13 Razões”.

Uma série sobre o suicídio de uma adolescente que tem vindo a ter um grande impacto junto do público mais jovem e não só!

Porque falo disso aqui?

Porque esta série, enquanto narrativa viciante, pode passar a ideia do suicídio enquanto uma forma bem sucedida de vingança, ou uma visão fatalista que não vale a pena pedir ajuda…

Ainda assim, é também uma excelente oportunidade de CONEXÃO com o nosso filho/a, de vermos através do seus olhos, ouvirmos através dos seus ouvidos, SENTIR E PENSAR DO SEU PONTO DE VISTA.

ESTAR COM ele(a), de forma GENUÍNA, com MUITA ESCUTA (sem introduzir sugestões), SEM JULGAMENTOS e de CORAÇÃO ABERTO!

Os jovens (tal como as crianças e adultos) precisam de se sentir ACEITES, para terem o vontade de partilhar o que pensam/sente!

É positivo que partilhem connosco, ainda que possamos ouvir coisas difíceis. Quando temos dificuldade em lidar com isso, também podemos pedir ajuda!

Cada mãe/pai é a/o especialistas do seu adolescente, saberão muito melhor o que dizer, como e quando – OUÇAM O VOSSO CORAÇÃO!

Deixo algumas notas e exemplos (apenas ilustrativos) de possíveis áreas a abordar:

O que pensas sobre está série?

“Tenho receio que passe uma mensagem errada que não vale a pena pedir ajuda…

(*)Não estão sozinhos!

São amados e existem pessoas disponíveis para os ajudar: familiares, amigos, profissionais… é importante partilharem o que sentem, pois as outras pessoas podem não estar a perceber o que se está a passar!

Se alguma vez te sentisses assim o que farias? A quem pedias ajuda?”

O nosso cérebro pode pregar-nos partidas!

 “Sabes, o teu cérebro ainda está em desenvolvimento, e pode pregar partidas, basta que exista um desequilíbrio químico para causar uma terrível sensação de mau estar! Felizmente existem formas de colmatar isso! Se tiveres dúvidas podemos descobrir mais sobre estas questões!”

Também isto passará!

Levá-los a tomar consciência que, caso se sintam mal, isso não significa que o irão continuar a sentir para sempre!

A maioria das pessoas já passou por momentos muito difíceis, mas também estes momentos acabam por passar…”

Estou aqui para ti

Já alguma vez te sentiste assim?”

Conheces alguém que esteja a passar por isto? Se precisares de ajuda para apoiar alguém também estou aqui para ti!

A ideia não é que digam de quem se trata, pois podem considerar que estão a trair a outra pessoa, é principalmente de os ajudarmos a apoiar a outra pessoa, aliviando o “peso”!

Se fosses tu como gostarias de ser apoiado?

É uma situação delicada quando tomamos conhecimento de uma situação de risco!

Se o 1º instinto é avisar os familiares da outra pessoa para a situação, se o fizermos sem falarmos com o nosso adolescente este(a) pode sentir-se traído e nunca mais confiar em nós. O ideal é encontrarmos juntos uma forma de apoiar a outra pessoa ““Estou preocupado com [essa pessoa], ela/e já falou com mais alguém sobre o que sente? Pais, professores …?

Se não partilhou, é uma oportunidade para reforçar que (*) “Não estão sozinhos!.

Se já partilhou, podemos passar para outra fase. “Tu já ajudaste da forma que conseguias, por vezes é preciso a ajuda de alguém especializado, não concordas? O que achas de lhe sugerir isso mesmo?

Desmistificar a idealização do suicídio como forma de se vingar das pessoas que os “magoaram/não ajudaram”.

Quem achas que iria sentir mais dor? De que iria servir as pessoas que não ajudaram/magoaram sentirem culpa, remorsos se já não estaria cá para ver?

Todas as pessoas merecem ser Escutadas, Ajudadas, merecem VIVER!

 

Estas temáticas/questões são apenas a ponta do iceberg, servem apenas de sensibilização para a necessidade de se manter um canal genuíno com os adolescentes para os ajudar a lidar com os desafios que enfrentam no seu dia-a-dia!

Caso tenham outro tipo de dúvidas ou questões entrem em contacto!

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