Parentalidade Digital (1ª Parte)

A era digital surgiu recentemente na parentalidade, sendo desconhecida na infância da maioria de nós. Sem histórias ou reflexões com as quais possamos aprender. Apelativa e controversa, levanta questões prementes, sendo uma das causas de maior conflito entre pais e filhos, de modo transversal a todas as faixas etárias.

Curiosamente, a relação da parentalidade com o mundo digital começa, como quase tudo na parentalidade, antes mesmo da existência de uma criança.

São muitos os objectivos com que nos mantemos ligados: para trabalhar, por entretimento, por fuga (para nos abstrairmos da realidade) ou, mais grave, como vício (quando começa a afetar negativamente outras áreas da nossa vida).

Começamos por introduzir os nossos filhos no mundo digital, quando na sua presença, estamos ligados aos ecrãs.

A qualidade (o que fazemos) e a quantidade de tempo passado no mundo digital, irá moldar a relação que os nossos filhos irão estabelecer com os ecrãs.

Os bebés/crianças são esponjas, não se deixem enganar pelo tamanho ou pela não existência de comunicação verbal! Eles percebem a profundidade, quase hipnótica com que nos conectamos aos ecrãs. Despertando ainda mais a sua curiosidade. 

Desde cedo, começam a ter um contacto com o mundo digital, seja para entretimento conjunto, como por exemplo, escutar uma música enquanto a tentamos cantar/dançar com eles. Ou, para os manter entretidos/sossegados, durante aqueles minutos em que precisamos de algum tempo para nós, seja para cozinhar, responder a um e-mail, tomar um banho, falar mais calmamente (sem ser interrompido) com o companheiro, ou até para arejar pelas redes sociais. 

Quando a parentalidade é vivida com dia-a-dias muito preenchidos, com pouca/nenhuma rede familiar de suporte, acaba por ser um babysitter invisível que nos surge em casa. Uma possibilidade de fazer uma pausa, num mundo demasiado agitado, num looping constante. Começa a ser utilizado de forma inofensiva, mas se não tivermos consciência do grau de utilização e da razoabilidade, face à imaturidade dos nossos bébés/crianças, rapidamente se pode tornar num hábito/problema difícil de combater.

Um mundo tão deslumbrante que rapidamente controla todos, torna reféns bebés, crianças, adolescentes e adultos!

Uma ferramenta com limites muito ténues, que tanto pode proporcionar apoio como uma negligência silenciosa!

Afinal até onde é aceitável, quais os limites?

É um mundo com areias movediças, sendo fundamental ter consciência da nossa intenção enquanto pai/mãe e ter presente os valores que nos irão ajudar a avançar, sem nos afundarmos!

É nossa função ajudar os nossos filhos a conseguirem comer, ou aprenderem a esperar/estar sem estarem dependentes de um ecrã! A manterem interesse no mundo físico, a curiosidade de exploração, a sensação de tédio e o fascínio de encontrar no “nada” um mundo de descobertas fascinante!

O mundo digital, pode-se tornar num mundo com duas faces, se não colocarmos limites conscientemente!

O principal desafio do mundo digital não começa na parentalidade, mas na nossa individualidade!

Na realidade, a parentalidade digital é como a parentalidade no seu todo!

É tanto mais difícil, confusa e desafiante, quanto menos consciente for vivenciada!

 

Inês Gaspar (Psicóloga, Coach e Facilitadora de Parentalidade Consciente)

 

As doenças dos nossos filhos (que não estão contemplados nas nossas agendas profissionais ou na gestão doméstica) são um teste às nossas inspirações parentais e intenções profissionais!
Mas mais do que isso… consomem rapidamente a nossa bateria (como algumas app. nos telemóveis)!

É óptimo quando existe rede de apoio!
Quando não existe, cá estamos com os 2 braços a cuidar de tudo o que nos é possível, com a sensação que a vida se esqueceu que não somos animais com tentáculos!

Estar a meio de uma consulta quando o telemóvel toca com o contacto da escola de um deles …

Subir com a filha mais nova ao colo (que tinha adormecido profundamente no vinda da escolinha), com as mochilas dos dois, sacos, chaves e casacos, com o guru mais velho a chorar com dores de ouvidos…

Quando adoecem no dia em que é preciso ir às compras, por estarem a acabar os bens básicos…

Esperas até ao dia seguinte na esperança que esteja melhor e lá vais com a criança sentada dentro do carrinho das compras até não caber mais nada. E, quando estás mesmo a terminar os frescos, diz-te a gritar “preciso de fazer chichi agora!”. (Valha-nos os seguranças dos supermercados que ficam a guardar o carrinho de compras). Mas isto foi só o começo, com o carrinho cheio, pede-te colo… o colo que merece que precisa (afinal está doente). Percebes os olhares “Como vai conseguir levar o carrinho cheio com a criança ao colo” … caramba se os conseguimos gerar e parir … isto fazemos com uma perna às costas! (era o que gostava de ter pensado na altura!)

Mas o cansaço da noite mal dormida, dos reagendamentos profissionais, cozinhar comidas extras mais saudáveis, das tardes de colo, mimo e histórias; da impaciência/irritabilidade das crianças (com necessidades extras), dos  cuidados de saúde (dos quais já estão fartos), já há muito que nos deixaram com a bateria a apitar por termos entrado na “reserva”!

Quando um melhora e regressa à escola, não raras as vezes, começa o outro pequenote a queixar-se com dores/desconforto…

Reviram-se os olhos, rodam-se os ombros, respira-se fundo e lá vamos nós continuar a puxar pela bateria mais um pouco.

Quando ambos regressam à escola, desilude-te se pensas que já está tudo a voltar à normalidade!

Afinal, quando carregaste as tuas baterias?

Agora não dá!” dizemos para nós próprias como a justificar-nos.

Somos como um carro quando começa com a luz a piscar, podemos tratar logo do que precisa ou “deixar andar” até ele parar! (Quase com o pensamento mágico que isso não irá acontecer connosco…)

E acredita o nosso corpo tem muitas formas de nos fazer parar … constipações, gripes, enxaqueca, dores musculares … (estas até são as mais simpáticas…) !

Cuidar de TI é tudo o que a tua família precisa! 

Cuidar de ti só depende de ti mesma!

… ninguém o pode fazer por ti!

E podes pedir ajuda:

  • aos teus filhos para que, pelo menos durante umas horas te deixem dormir/descansar (mesmo que te acordem para dar beijos e para perguntar se já estás melhor de 5min em 5 min). Se tiveres bebés, pedir ao outro cuidador para te acordar só quando for preciso mamar, por exemplo.
  • Pedir ao companheiro, à mãe para cozinhar (encomendar/ir comprar) umas refeições, para poderes ficar a descansar (a dormir ou acordada) no sofá uma tarde de fim-de-semana, numa noite, tomar um banho relaxada…ires ter com uma amiga; teres um momento contigo mesma …

Tu e eu sabemos o que cada uma de nós precisa para se nutrir … mesmo quando não conseguimos encher a bateria a 100% qualquer valor acima dos 50% já é positivo!

Ao cuidar dos outros precisamos de tempo para cuidar de nós.
Não é um capricho é uma necessidade universal!
Como pode um poço dar água se o deixarmos secar?

Já agora, como anda a tua bateria?

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Vou contar-te uma história, sobre uma mulher que se tornou mãe.

A certa altura, embora se sentisse abençoada pela criança que passou a fazer parte da sua vida, sentia-se esgotada com os inúmeros afazeres associados a este novo papel. Confusa quando se recordava da mulher que fora outrora, questionava se nunca mais teria tempo, disponibilidade para cuidar de si, para os seus momentos de lazer e divertimento com o seu companheiro, os amigos, para prosseguir os sonhos profissionais que estavam em standby.

Sentia que apenas “sobrevivia” ao dia-a-dia, que não desfrutava do seu papel de mãe, não pelo menos como o tinha idealizado, o que se traduzia em culpa.

Por entre os seus queixumes desejava que o universo a escutasse.…

O universo, que está sempre atento, escutou-a e enviou-lhe ajuda!

Enviou-lhe a oportunidade de mudar, de renascer e passar a conseguir desfrutar mais da sua nova vida … de EVOLUIR!

Propôs-lhe uma VIAGEM mas, para DENTRO DE SI MESMA!

E o que fez ela? Começou a arranjar desculpas, a justificar-se:

“Não tenho tempo, não tenho dinheiro, não tenho vida, não tenho … “

Não se deu conta que ainda lhe faltava CORAGEM para se reencontrar consigo mesma, com a sua essência!

No fundo, receava o que poderia vir a encontrar, afinal, tinham sido anos a deixar entrar criticas (vinda dos outros e mais ainda vindas de si própria), a achar que não era suficientemente boa, inteligente, bonita, capaz … o lhe provocava uma sensação de vazio que tentava preencher com pequenos extras de comida, compras, relacionamentos, hábitos que a mantinham anestesiada. Mas rapidamente regressava a insatisfação…

Ela sabia que estava a entrar em rotura, mas seria ela suficientemente importante para mobilizar recursos para fazer uma viagem, ainda por cima uma viagem algo enigmática? Seria ela merecedora de tal viagem?

Recordava o esforço com que também outras mães viveram/viviam este papel, desde a sua mãe, avós, tias, amigas e suspirava, como se uma vida entusiasmante apenas fizesse parte do passado!

Depositava agora a esperança que fosse o mundo exterior a devolver-lhe o brilho nos olhos, a aliviar-lhe a pressão que sentia. Cada vez assumia mais o papel de vítima, aquela que se queixa do que não pode mudar: os homens, o chefe, o trânsito, o governo, a sociedade, o tempo, o mundo …

Não tinha consciência que estava a pagar um preço demasiado alto: o preço da frustração!

Na vida pagamos um de dois preços: da frustração (deixar tudo como está) ou da disciplina (entrar em ação).

É normal que intimide sair da zona de conforto, mas só assim evoluímos. Vejamos o exemplo dos bebés que continuam a treinar exaustivamente, mesmo quando caem e se magoam, até conseguirem andar, correr, saltar!

A sua mente evitava a “remodelação” como forma de poupar energia, afinal remodelar significa: fazer barulho, pó, lidar com sujidade, paredes cinzentas… Mas, o seu coração sussurrava-lhe que é também uma oportunidade para cuidar de si, para reforçar os pilares… é a jornada em que cada pequena conquista faz o coração sorrir e a energia fluir!

O universo que continuava lá para ela, enviou-lhe alguém que a questionou:

“E se, for possível

criares uma vida memorável, com mais harmonia, em maior sintonia contigo e com a tua criança, e não te tiveres dado uma oportunidade?”

 

“O que acontece quando “deixares ir” os pensamentos assustadores, quando deres a mão ao teu coração e resgatares a coragem que ele contém para seguirem juntos nesta viagem, de coração aberto?”

 

“E, se ao longo desta viagem puderes contar ainda com alguém para te guiar, para puxar por ti, para te dar apoio?”

 

“O Universo trouxe a Viagem da Tua Vida!
Vais arranjar desculpas – JUSTIFICAR – ou escolhes EVOLUIR?”

“A resposta está no teu coração, escuta-o/sente-o!”

Se esta história ecoou em ti é porque é, também, a Viagem da tua vida:

 

“Mãe de Coração Cheio, Viagem à Parentalidade Consciente, em 66 dias.

 

RESERVA JÁ o teu Bilhete
Junta-te a uma comunidade de Mães & Mulheres que escolhem Evoluir,
que se querem sentir Felizes e Realizadas!

Honra as gerações de mulheres extraordinárias dos nossos antepassados que deram o seu melhor e nem sempre tiveram a oportunidade de desfrutar da sua própria vida! 

É uma viagem desenhada, também por uma mãe&mulher, tendo em conta as tuas necessidades e constrangimentos.

Se estás focada no investimento financeiro, digo-te que este representa um compromisso contigo mesma, para nos momentos mais desafiantes te fazer levantar e a seguir em frente! No final o retorno será incalculável!

Esta viagem é um convite do Universo, porque tu mereces!

EVOLUI!

 

As histórias que a tua criança precisa escutar

As histórias têm sido a forma preferencial para passarmos ensinamentos entre gerações, entre culturas.

É inevitável, são bem recebidas, ficam no ouvido e bem presentes na nossa vida!

Quando escutas uma história, uma metáfora, trata-se de outras personagens que não tu, este distanciamento transmite-te segurança suficiente para baixares as tuas defesas e deixar entrar no teu subconsciente o ensinamento implícito!

Se queres passar algum ensinamento ao teu filho, 1º põe em prática, sê o modelo! 2º Conta-lhe em versão de história! Não é por acaso que as crianças gostam tanto de estar com os avós sempre recheados de boas histórias, como as aventuras dos pais quando eram pequenos! Tudo pode ser transformado em história!

Sempre que é contada uma história é estabelecida uma ligação entre neurónios, fica guardada no nosso cérebro e passa a fazer parte das memórias a que recorremos quando estamos perante um desafio. São mesmo importantes porque são a fundação das nossas crenças! E estas condicionam o que fazemos, como fazemos, o que pensamos …

Então, que histórias andamos nós a contar-lhes?

Que as mulheres precisam de ser salvas pelos homens?!?!?!

Que os super-heróis nascem com poderes especiais que não precisam de ser aprendidos e treinados?!?!?!

Não me parecem que sejam histórias que os preparem para criarem diariamente uma vida memorável!

A minha família é benfiquista, este ano foram muitos os títulos ganhos. Se juntarmos o facto de ainda termos na memória que somos os campeões Europeus de Futebol, percebo porque os gurus cá de casa fazem do Sr. Batata a taça da vitória que tantas vezes levantam, nas suas brincadeiras, com esforço (pelo peso) proporcional ao que ela significa!

Sim, é possível vencermos!

E para lá chegarmos existe um caminho de aprendizagem com os erros, humildade, resistência à frustração, muita disciplina, praticar até sermos os melhores no que fazemos, até conseguirmos alcançar o nosso objetivo. Mas, primeiro é preciso sonhar! Sonhar com a tua missão: o que queres deixar às próximas gerações, o contributo que ofereces ao Universo que te acolhe!  Com coragem, suor e ousadia!

Estamos a contar-lhes as histórias de que todos nós nascemos com as sementes que podem florescer em super poderes, se colocarmos em prática estes ingredientes, diariamente na nossa vida?

A partilhar histórias em que só existem super-heróis com dedicação, coragem e que entram em ação? Sim, super-heróis que não são perfeitos, que vão errar e aprender com isso, que cuidam de si, estimam-se e que também respeitam os outros? Que qualquer pessoa, em qualquer idade, género, ou etnia pode ser um super-herói?

Descendemos de um povo, curioso que ousou e descobriu!

Criamos histórias diariamente, umas vezes com vitórias, outras com desfechos trágicos… em todas elas aprendemos algo importante!

Nestes dias de luto pela tragédia do fogo que fez vítimas mortais, mais do que alguma vez poderíamos imaginar, quando uma vida já é demais, vemos o exemplo de guerreiros como os Bombeiros (que em outros países são considerados heróis nacionais) a darem tudo o que têm para oferecer, o seu suor e lágrimas para evitar mais catástrofes.

Quando contares uma história à tua criança questiona:

“Que ensinamento lhe estou a passar? É construtivo ou limitador?”

(Foto tirada no Feijão Verde Fun Park Sintra)

 

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Já chegou ao netflix “Por 13 Razões”.

Uma série sobre o suicídio de uma adolescente que tem vindo a ter um grande impacto junto do público mais jovem e não só!

Porque falo disso aqui?

Porque esta série, enquanto narrativa viciante, pode passar a ideia do suicídio enquanto uma forma bem sucedida de vingança, ou uma visão fatalista que não vale a pena pedir ajuda…

Ainda assim, é também uma excelente oportunidade de CONEXÃO com o nosso filho/a, de vermos através do seus olhos, ouvirmos através dos seus ouvidos, SENTIR E PENSAR DO SEU PONTO DE VISTA.

ESTAR COM ele(a), de forma GENUÍNA, com MUITA ESCUTA (sem introduzir sugestões), SEM JULGAMENTOS e de CORAÇÃO ABERTO!

Os jovens (tal como as crianças e adultos) precisam de se sentir ACEITES, para terem o vontade de partilhar o que pensam/sente!

É positivo que partilhem connosco, ainda que possamos ouvir coisas difíceis. Quando temos dificuldade em lidar com isso, também podemos pedir ajuda!

Cada mãe/pai é a/o especialistas do seu adolescente, saberão muito melhor o que dizer, como e quando – OUÇAM O VOSSO CORAÇÃO!

Deixo algumas notas e exemplos (apenas ilustrativos) de possíveis áreas a abordar:

O que pensas sobre está série?

“Tenho receio que passe uma mensagem errada que não vale a pena pedir ajuda…

(*)Não estão sozinhos!

São amados e existem pessoas disponíveis para os ajudar: familiares, amigos, profissionais… é importante partilharem o que sentem, pois as outras pessoas podem não estar a perceber o que se está a passar!

Se alguma vez te sentisses assim o que farias? A quem pedias ajuda?”

O nosso cérebro pode pregar-nos partidas!

 “Sabes, o teu cérebro ainda está em desenvolvimento, e pode pregar partidas, basta que exista um desequilíbrio químico para causar uma terrível sensação de mau estar! Felizmente existem formas de colmatar isso! Se tiveres dúvidas podemos descobrir mais sobre estas questões!”

Também isto passará!

Levá-los a tomar consciência que, caso se sintam mal, isso não significa que o irão continuar a sentir para sempre!

A maioria das pessoas já passou por momentos muito difíceis, mas também estes momentos acabam por passar…”

Estou aqui para ti

Já alguma vez te sentiste assim?”

Conheces alguém que esteja a passar por isto? Se precisares de ajuda para apoiar alguém também estou aqui para ti!

A ideia não é que digam de quem se trata, pois podem considerar que estão a trair a outra pessoa, é principalmente de os ajudarmos a apoiar a outra pessoa, aliviando o “peso”!

Se fosses tu como gostarias de ser apoiado?

É uma situação delicada quando tomamos conhecimento de uma situação de risco!

Se o 1º instinto é avisar os familiares da outra pessoa para a situação, se o fizermos sem falarmos com o nosso adolescente este(a) pode sentir-se traído e nunca mais confiar em nós. O ideal é encontrarmos juntos uma forma de apoiar a outra pessoa ““Estou preocupado com [essa pessoa], ela/e já falou com mais alguém sobre o que sente? Pais, professores …?

Se não partilhou, é uma oportunidade para reforçar que (*) “Não estão sozinhos!.

Se já partilhou, podemos passar para outra fase. “Tu já ajudaste da forma que conseguias, por vezes é preciso a ajuda de alguém especializado, não concordas? O que achas de lhe sugerir isso mesmo?

Desmistificar a idealização do suicídio como forma de se vingar das pessoas que os “magoaram/não ajudaram”.

Quem achas que iria sentir mais dor? De que iria servir as pessoas que não ajudaram/magoaram sentirem culpa, remorsos se já não estaria cá para ver?

Todas as pessoas merecem ser Escutadas, Ajudadas, merecem VIVER!

 

Estas temáticas/questões são apenas a ponta do iceberg, servem apenas de sensibilização para a necessidade de se manter um canal genuíno com os adolescentes para os ajudar a lidar com os desafios que enfrentam no seu dia-a-dia!

Caso tenham outro tipo de dúvidas ou questões entrem em contacto!

Estamos cá para vocês!  SUBSCREVAM AGORA

appyBirthday Selena!

Queridos pais:

Esta é a carta que eu gostaria de escrever.

Esta luta em que estamos agora, eu preciso dela!

Não vos consigo dizer isso porque eu não tenho forma de o conseguir dizer e não faria sentido de qualquer maneira…

Mas eu preciso mesmo muito desta luta!

 

Eu preciso odiar-vos agora e preciso que vocês sobrevivam.

Eu preciso que sobrevivam ao meu ódio e à vossa zanga.

Eu preciso desta luta mesmo que eu a odeie também.

 

Nem importa a razão desta luta, se é sobre a hora de ir dormir, os trabalhos de casa, a roupa, o meu quarto desarrumado, as saídas ou não, os/as namorados/as, por não ter amigos, ou ter amigos de que não gostam.

Não importa.

Preciso lutar convosco sobre isso e preciso que vocês batalhem comigo.

 

Eu preciso mesmo muito que segurem numa ponta da corda para ficar firme, enquanto puxo firmemente a outra extremidade – enquanto eu encontro os suportes para me agarrar com as mãos e pés neste novo mundo em que sinto que estou!

 

Eu costumava saber quem era, quem vocês eram, quem nós éramos.

Mas agora não sei.

 

Neste momento, procuro os meus limites e por vezes só os encontro quando puxo por vocês. Quando empurro tudo o que eu costumava conhecer para o limite.

Então depois sinto que existo e por um minuto consigo respirar.

Eu sei que anseiam pelo/a garoto/a doce que eu era.

Eu sei disso, porque também eu desejo aquele/a garoto/a, e alguma desta saudade é o que é tão doloroso para mim agora.

 

Eu preciso dessa luta e preciso ver que não importa quão grandes ou “maus” sejam os meus sentimentos – eles não nos vão destruir: nem a mim nem a vocês.

 

Eu preciso que me amem mesmo no meu pior, mesmo quando parece que eu não vos amo.

Eu preciso que se amem a vocês próprios e a mim, por ambos neste momento.

Eu sei que é uma porcaria serem detestados e rotulados como os “maus da fita”.

Eu sinto o mesmo por dentro, mas preciso que vocês o tolerem e que procurem ajuda noutros adultos.

Porque eu não posso agora.

Se quiserem reunir os vossos amigos adultos para criarem um grupo de apoio tipo “sobreviver ao vosso adolescente”, tudo bem por mim.

Ou falar sobre mim nas minhas costas – eu não me importo.

Apenas não desistam de mim.

Não desistam desta luta.

Eu preciso disso.

 

Esta é a luta que vai me ensinar que a minha sombra não é maior do que a minha luz.

Esta é a luta que vai me ensinar que os sentimentos maus não levam ao fim de um relacionamento.

Esta é a luta que me vai ensinar a ouvir-me, mesmo quando pode dececionar os outros.

E esta luta em particular vai acabar.

Como qualquer tempestade, também ela irá passar.

E eu esquecerei e você esquecerá.

E depois ela virá novamente.

E eu vou precisar que se agarrem novamente à corda.

Eu vou precisar disto vezes sem conta ao longo dos anos.

 

Eu sei que não há nada inerentemente satisfatório neste trabalho para vocês.

Eu sei que provavelmente nunca vos irei agradecer por isso, ou até mesmo reconhecer o vosso esforço.

Na verdade, provavelmente irei criticar-vos por todo este trabalho duro.

Vai parecer que nada do que fizerem será suficiente.

E ainda assim, confio inteiramente na vossa capacidade de permanecer nesta luta.

Não importa o quanto eu discuta.

Não importa o quanto eu fico furioso.

Não importa o quão silencioso eu fique.

Por favor, segurem-se à outra ponta da corda.

E saibam que estão a fazer o trabalho mais importante que alguém poderia estar a fazer por mim agora.

 

Com Amor, o Vosso Adolescente”

 

Carta original https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10154774277870791&id=409781630790

 

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Quando iniciei o caminho da parentalidade consciente foi como o encontro entre uma mão e a sua luva!

Tudo encaixa e passa a fazer sentido!

Mas, não é assim para todas as pessoas!

A parentalidade nos nossos tempos é desafiante em níveis diferentes de algumas décadas atrás!

A sociedade evoluiu sem ter em conta as necessidades das crianças. E os pais lá vão tentando dar reposta a tudo o que lhes surge, cada vez mais isolados, com pouca ou nenhuma rede familiar e com empregos mais exigentes face ao aumento da competitividade!

Não será expectável, num momento de tantas evoluções tecnológicas, dotarmos os pais de instrumentos que lhes permitam redescobrir recursos internos e externos que lhes facilite a vida!???

Se educar é das coisas mais importantes que iremos fazer ao longo da nossa vida, não será salutar a nossa curiosidade sobre o que as ciências têm vindo a descobrir sobre o desenvolvimento humano, aumentando o leque de respostas ao nível da parentalidade??

Então, porquê a resistência?

Quando percebo o que está na base das críticas de alguns pais a este enquadramento da Parentalidade percebo que surge de uma de duas razões: o desconhecimento dos princípios em que assenta e/ou um olhar radical como se tratasse de atingir a perfeição! O que explicaria a frustração que sentem ao tentar pôr em prática, os pensamentos acusatórios, os sentimentos de culpa, vergonha e zanga! Afinal o ser humano é imperfeito, a “perfeição” resulta de uma construção das nossas mentes!

Dou-me conta que existe mais permeabilidade para falar de desporto, culinária, artes decorativas, aprender a utilizar uma nova rede social digital,  do que disponibilidade para sair do piloto automático e tomar consciência que parentalidade estamos a praticar…

O que também é compreensível, já que a nossa tendência é replicar o modelo de educação que tivemos. E exige coragem tomar consciência do impacto que a mesma teve na nossa vida.

Mas, existe diferença entre “foi o que me fizeram e não morri por causa disso” de “quero dar mais e melhor aos meus filhos”, afinal evoluir é isso mesmo, certo?

Em cada geração esperam-se saltos evolutivos! Ou vamos continuar com um léxico pobre e dasatualizado: “isto é birra” (quando não faz o que quero); “castigo, ou palmada” (como remédio para a birra), “fazes o que te digo porque sou eu que mando” (…)???

Sei que ambos queremos o melhor para nós e para os nossos filhos, certo?

Então, convido-te a parar e respirar, sim! Por nós! Porque estamos a fazer o melhor que conseguimos com os recursos de que dispomos. Apesar dos comentários sarcásticos de alguns supostos “teóricos” para agradar aos pais mais críticos, a realidade é que até hoje todos os pais/mães/educadores com os quais abordo esta questão acabam por desabafar que este é um desejo genuíno “conseguir controlar-se”! Estou cá para apoiar todos os que o desejam praticar! Quantos desentendimentos, zangas, guerras, até homicídios não teriam sido evitados se o tivessem conseguido fazer! ?

Quando me questionam:

Mas os pais nunca tiveram de aprender nada para desempenhar os seus papéis porquê começar agora?

Convido-te a colocares com gentileza estas questões e responderes para ti:

Como está a correr a tua experiência enquanto pai/mãe/educador?

Se te sentiste confortável com a resposta que te surgiu (ao nível dos pensamentos, das emoções, e das sensações corporais) podes parar de ler aqui!

Se sentiste alguma dormência convido-te a continuar a ler!

Como queres que seja a tua vivência da Parentalidade?

Imagina que tenho uma varinha mágica que te pode conceder desejos: que desejos pedias, enquanto pai/mãe/educador, para além de saúde?” (escreve, mesmo que agora não te façam sentido!)

E por aqui seguiríamos!

Com perguntas inspiradoras para chegares à tua essência! Em todas as minhas áreas de trabalho (psicóloga, instrutora de massagem infantil, facilitadora de parentalidade consciente) o meu papel é sempre de facilitadora, pois o/a especialista és tu!

Não existem receitas, cada feto, bebé, criança, adolescente, adulto, sênior é único!!!! Cada pessoa tem dentro de si as respostas que precisa para se continuar a desenvolver!

Para os mais céticos, acrescento que esta educação tradicional (que gostam de salvaguardar) tem claramente potencial de crescimento se não, vejamos: a depressão, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), será uma das doenças mais incapacitantes até 2019, sendo uma doença que tem por base uma baixa auto-estima.

A auto-estima que é fruto das nossas vivências e educação, fruto da voz interior que fomos ouvindo enquanto crianças e que permanece dentro da nossa cabeça e nos acompanha em adultos. Voz essa que condiciona a minha forma de me relacionar comigo mesmo, com os outros, com os desafios da vida!!

Que voz ouves?” Este é o reflexo da tua educação!

O que andamos nós a dizer aos nossos filhos?” Será a voz que os irá acompanhar até em adultos!

Se queres proporcionar uma educação ao nível da “última geração tecnológica”, estou cá para te apoiar!

Se ainda não sabes o que queres, mas não estas satisfeito com a forma como atualmente vives a tua parentalidade, estou cá para te apoiar!

Se gostavas de saber um pouco mais sobre ‘Parentalidade Consciente’ também estou cá para te apoiar!

E sempre de coração aberto!

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“Quero-te a ti Mamã!!!”

O meu coração fica apertado!

É a frase que me faz parar! Sim, é a âncora que a minha filha lança para me alcançar quando estou longe (estando perto)!

Felizmente já aprendi a não ter medo de sentir culpa, assim como a deixá-la ir…

Fico a olhar para os seus enormes, deliciosos e meigos olhos pretos!

“Desculpa!” digo-lhe enquanto me consolo no seu abraço!

Antes deste momento tinham vindo outros momentos de birra de ambas as partes, intervalados com momentos mágicos (como chamo aos momentos em que consigo pôr em pratica as intenções Mindfulness).

Foi nos momentos em que fiquei agarrada a pensamentos e julgamentos que deixei de estar conectada com este Ser: frases como “ela tem de aprender! Não pode ser sempre como ela quer! Se tivesse de cumprir horários, não podia ficar aqui à espera que se decida vestir!”

Julgamentos, mitos e crenças limitadoras da nossa cultura têm mantido as necessidades de afeto e conexão na sombra. Libertemo-nos para conseguir sentir, ver, escutar, perceber, de coração aberto, o que as “nossas” crianças precisam!

 

A  sua resistência/oposição é proporcional à falta de conexão!

As crianças precisam de conexão, ou a têm a bem, ou exigem-na a “mal” (com comportamentos de oposição e resistência) … já interiorizei esta aprendizagem há alguns anos, mas parece que precisou de ser recordada!

E, está tudo bem!

Hoje o atraso foi mesmo grande, às 9h30 ainda estava decidida a fazer um puzzle comigo de pijama. Todas as outras estratégias não estavam a ser eficazes! Nem a bem, nem a “menos bem”, nada estava a resultar!

Fui 2 vezes para a cozinha acalmar-me, acabei por pedir ajuda ao mano, quando regressei estava sentada no chão, mas já com as calças vestidas. Perguntei-lhe se queria ajuda, respondeu que sim. Disse-lhe que estava muito triste por nos termos desentendido e por ela não ter respeitado o que lhe estava a pedir.

Disse-me: “Sabes, ontem a tisteza estava a chorar…” deu-me as mãos e começou a respirar (cheirar a flor e soprar a vela)

Sabes tão bem o que sinto e do que preciso, afinal és a minha guru!

Foi então que tomei consciência como tinha sido o seu dia anterior: tinha passado mais tempo na escola, o pai esteve fora e eu estava comprometida a cumprir a minha agenda (e consegui às 2h da madrugada! Flexibilidade de trabalhar em casa: deitar às 2h ou às 4h e acordar no máx. às 8h). Os seus apelos foram sendo geridos com alguma artimanha, mas esta guru não se deixa ludibriar! Confesso que gosto que assim seja!

Seguimos as nossas rotinas, com calma, com muito afeto e presença!

Quando chegou à escola ia a cantar e dançar … Estávamos as duas bem nutridas!

É curioso, estamos habituados a ligar eletrodomésticos à corrente, a carregar a bateria dos telemóveis, a abastecer os veículos e o nosso lado emocional como é preenchido, abastecido ou recarregado?

O lado funcional da parentalidade foca-se na sobrevivência: dar comida, dormir, fazer a higiene e até, dar-lhes brinquedos para se “entreterem”!

Faz-me lembrar esta história que conto nas sessões de massagem infantil, enquanto instrutora:

Há alguns anos atrás, num orfanato que permanecia limpo e alimentavam os bebés, constataram que estes continuavam a ficar muito doentes. Até que se aperceberem que estes bebés eram deixados nos berços até para beber o leite, raramente eram pegados ao colo, não tinham experiências de toque pele com pele.

Os seres humanos precisam de ser nutridos com afeto tal como precisam de alimento. A ausência de contacto humano deixa mais fragilizado o sistema imunitário, tornando-nos mais propensos a adoecer!

 

Educar e cuidar de crianças para que vivam uma vida plena implica ter consciência, reconhecer e satisfazer (assim que possível) as suas necessidades de conexão!

 

 E os nossos níveis de nutrição emocional como estão?

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SUBSCREVAM AGORA

 

Dia 18/02/2017, 14h30-15h30, Pais e Educadores:

 

Vão falar de Parentalidade Consciente enquanto saboreiam um chá/café/sumo, no Páteo Orgânico/Árvore dos Bebés, no Infantado, em Loures.

Uma oportunidade para aquecer os corações e sair do piloto automático do dia-a-dia.

O que é isto de Parentalidade Consciente?
Como me pode ajudar a lidar com os momentos mais desafiantes?

Descobrir respostas, encontrar novas perguntas para vivenciarmos o melhor de nós, por nós! E pelos nossos filhos!

 

Um contexto informal, com lugares limitados!

Para garantir o seu lugar inscreva-se através do telem.: 966704072 ou por e-mail: ines.gaspar@bestofme.pt

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Um Evento para Pais e Educadores

que pretendem vivenciar uma Parentalidade mais Plena, Confiante e em Harmonia (mesmo em momentos desafiantes), Respeitadora do desenvolvimento integral dos Filhos/Educandos, para que estes floresçam e também eles vivenciem o Melhor de Si!

 

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Uma Parceria com a Árvore dos Bebés

 

A geração do BERÇO DIGITAL (a primeira geração que não precisou de aprender a dominar as máquinas) é movida por recompensas, ganha medalhas só por participarem nos eventos, podem assistir em qualquer momento ao seu programa preferido (podem até saltar as várias temporadas só para verem o final), nem têm de sair de casa para irem às compras.

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Têm tudo o que (acham que) precisam à distância de um clique.

Com auto-estimas cada vez mais baixas, com relações de amizade superficiais (baseadas em quantificação de likes), isolados, vivem no mundo de faz-de-conta das redes sociais em que tudo aparenta estar magnífico, mesmo quando se sentem sozinhos e tristes.

digital-art-398342Somos animais sociáveis que precisam de interações com calor humano. Mas esta começa a ser uma arte em esquecimento, alheios às pessoas que os rodeiam, perdem oportunidades de praticarem aptidões sociais (como falar, estar e interagir com as pessoas ao seu lado).

O crescimento de uma relação demora, leva tempo, é preciso estar presente e disponível para investir…

A adolescência é um momento extremamente desafiante durante a qual o papel dos pares é preponderante, para aprenderem a lidar com a mesma. Quando passada ao telemóvel, na internet, a jogar, as amizades passam a ser substituídas por dopamina, uma substância química libertada no nosso cérebro que nos faz sentir bem quando recebemos um sms, um like, quando jogamos, fazemos compras, experimentamos drogas ou álcool.

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A Dopamina é altamente viciante, cria uma urgência em voltar a fazer o que da última vez nos fez sentir bem e repetir, repetir, repetir… mesmo que signifique deixar todas as outras áreas da nossa vida para trás (ex.: como dormir, alimentar-se, exercitar, estar com pessoas…)

Ficam presos nesta teia ilusória, com pilares de sobrevivência cada vez mais enfraquecidos, com dificuldade em sentir prazer nas vidas que têm. Sem paciência para o que exige tempo, esforço, empenho e dedicação como o amor, a amizade, o investimento escolar/profissional; alheios ao momento presente … a sentir, ver, ouvir, cheirar, saborear o que os rodeia.

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Não será de estranhar o aumento da taxa de suicídio, o aumento do número de faltas à escola por depressão.

Cada vez mais adormecidos/dormentes, sem sentir prazer em viver, dependem de substâncias químicas (sejam produzidas pelos próprio organismo, ou criadas artificialmente) para lidarem com o dia-a-dia!

Nunca vivemos num tempo em que recorrêssemos tanto a medicamentos…

Enquanto Pais e Educadores é urgente termos consciência dos desafios a que estamos expostos apoiando as gerações mais novas e a nós mesmos, com empatia, com compaixão!

Afinal o que nos falta?

Ter consciência que todas as tecnologias podem ser uma mais-valia nas nossas vidas se utilizados q.b. (Um garfo pode ajudar-nos a comer e a matar)

Falta-nos estar no presente, em sentirmo-nos gratos, em encontrar algo a que nos dediquemos, abraçarmos a nossa vulnerabilidade e a darmos o máximo de nós. A estimar-nos, a termos momentos connosco e momentos em que estamos com os outros, mas por inteiro, de forma verdadeiramente genuína de coração para coração!

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Como presente, deixo-vos este link :

Outro Link, mas para aprofundar os desafios da geração Millennials – “Simon Sinek on “Millennials in the Workplace”:

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