A Infância não é a época dos frutos amadurecerem, mas de plantar sementes.

O guru cá de casa gosta de jogar futebol e o ano passado quis entrar para uma escola de futebol. Preparava-se com entusiasmo nos 20 min que tinha, entre o final das aulas e o treino, e saía de lá sempre animado e cheio de energia. Para nós era claro que estava a desfrutar e a aprender.

Eis que no final da época, quando já tinham acabado as aulas escolares, umas horas antes do treino, disse que não queria ir. Estranhámos, mas achámos que poderia ser por o seu amiguinho também não ir ao treino naquele dia. Mas fiquei com a “pulga atrás da orelha”.

Nas vezes seguintes, sem que nos conseguisse explicar o porquê, informa-nos que não quer voltar aos treinos. Ficámos preocupados com o que poderia ter acontecido para desistir. Depois de várias conversas para perceber o que estava na causa da sua saída, fica a minha conclusão:

  • Ele gosta de jogar sem ser interrompido para aprender a fazer a leitura do jogo.
  • Ele gosta de jogar sem ter de treinar nada em particular.
  • Leva aprendizagens que põe em prática (como fintas dignas de um profissional) e que para ele são suficientes, neste momento!

Na realidade, ele gosta de todo o mundo à volta do futebol:

  • gosta de ver/rever jogos atuais e jogos míticos
  • gosta de saber histórias sobre o futebol, sobre futebolistas/guarda redes
  • gosta de organizar campeonatos (de Portugal, de Inglaterra). Faz o emparelhamento das equipas, simula os jogos jogando-os fisicamente  (até mesmo sozinho), chega até a recordar algumas particularidades, de acordo com a sua imaginação (quem marcou, em que altura do jogo, se alguém foi expulso ou se magoou). Como anota todos os resultados em “bracket”, o pai criou com ele uma folha base para ele poder preencher.

Ontem tomei consciência que o meu filho fala uma língua estranha, que eu já não domino, como o nomes de jogadores que nunca ouvi falar. O que despertou em mim uma sensação ambivalente, por um lado a alegria por estar a crescer a descobrir coisas por si, por outra a nostalgia por já não conhecer todo o seu Universo!

Relembrei que sou guardiã deste guru que não é meu, é do Universo, ao qual eu também faço parte!    

Quando o questionámos se existia alguma atividade que gostasse de experimentar este ano: “Ginástica!”

Agora percebo a sua decisão: ele está a escolher as sementes que quer regar, não quer começar já a amadurecer os frutos!

Numa sociedade formata para a perfeição, para criar especialistas, cresce a ideia que têm de começar desde pequenos a aperfeiçoar a técnica (amadurecer os frutos), quando na realidade o que os enriquece é a oportunidade de poderem contactar com diferentes sementes, escolhidas por eles. Só assim irão ter a oportunidade de perceber qual irá florescer nos seus corações, para depois se dedicarem a esta de corpo&alma!

Para ti que és guardião(ã) de gurus, como eu:

Aceita quando não quiserem regar mais sementes, por sentir que têm as suficientes naquele momento.

Confia na sua intuição quanto às sementes que escolhem.

Gere as expectativas, para não lhes impores o que tu gostarias que eles realizassem, ou o que tu gostarias de ter realizado.

Respeita a sua singularidade, a sua voz interior (essência), os filhos não são “marionetas” que manipulamos à nossa vontade.

Lembra-te: tu és parceiro (a) de jornada da vida deles, um(a) jardineiro(a) e não carpinteiro(a) ou escultor(a)!

 

Se te identificaste com esta temática, convido-te a saber mais sobre o Curso que vai começar dia 18/09, online:

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Desde crianças desenvolvemos um “balão emocional” dentro de nós!

Sempre que nos deparamos com sentimentos desafiantes vamos soprando para o balão. Sopramos quando sentimos medo, zanga, perda de familiares, separações… Sopramos mesmo quando se tratam de sentimentos apaixonantes, vibrantes e maravilhosos, quando não estão “autorizados” a serem expressos, ou têm de ser contidos (como estar apaixonado, abraçar, dar gargalhadas em público …).

E é assim que este balão vai enchendo, enchendo até rebentar!

É quando nos “salta a tampa”! Normalmente acontece junto das pessoas que nos são mais próximas, em circunstâncias que não ‘justificariam’ tal explosão emocional, se só olharmos para a ponta do iceberg e ignoramos tudo o que está por baixo. Tudo o que foi sendo acumulado e recalcado que cria pressão e teima em sair, como o ar de um balão quando encontra um buraco para passar, ou como o vapor de uma panela de pressão!

A explosão de um “balão emocional” pode-se tornar num rastilho de repercussões incontroláveis, já que pode levar ao enchimento de outros “balões emocionais”. Vejamos o exemplo de um chefe que, ao “explodir” com os colaboradores, vai propiciar tanto mais o enchimento dos seus “balões emocionais”, quanto menos estes conseguirem gerir as suas próprias emoções. Sendo que cada um deles pode acabar por explodir o seu “balão emocional” com a sua própria família, filhos podendo levar ao enchimento dos “balões emocionais destes e assim sucessivamente.

Desconexão: a origem do “balão emocional”

Nascemos conectados, as crianças nascem a amarem-se da cabeça aos pés! Nascem a manifestar as suas emoções com autenticidade, com aceitação. As emoções são parte integrante de uma autoestima saudável!

Mas a sociedade, que não aceita grande parte das emoções, que não sabe gerir as mesmas, rejeita a sua manifestação, educa para as recalcar.

Educa-se condicionando: ser forte, não chorar, não mostrar emoções (meninos) ser doce e delicada (meninas), a não dizer que não, a não rir muito alto… e por aí vamos.

Educa-se para a desconexão do coração, das emoções!

E cada vez que não aceitamos as nossas emoções, é uma parte da nossa autoestima de que abdicamos.

Desconexão: um preço alto de mais!

E passamos uma vida a sentirmo-nos insatisfeitos, incompletos, imperfeitos, a sentir que não somos o suficiente. Sem termos consciência do que nos levou para este esboço do que podemos ser. Desconectados das nossas emoções, de parte fundamental do nosso Ser!

A Conexão da Mente & Coração é o que nos permite Estar, Sentir, Viver, Amar a 100%!

Só com esta conexão conseguiremos ter uma relação autêntica connosco e com os outros!

Lembremo-nos: qualquer conquista vem da paixão de encararmos a vida de coração aberto (mesmo quando temos uma mente forte)!

É tempo de nos conectarmos com as emoções! De as aceitar como parte fundamental para a nossa sobrevivência e bem-estar, já que são os semáforos das nossas necessidades. De as aprendermos a gerir!

Gerir Emoções é:

1º reconhecer o que sentimos (aceitar)
2º dar-lhes um nome
3º agradecer estarem-nos a transmitir uma mensagem útil.
Isto é, se estão ou não, a ser preenchidas as nossas NECESSIDADES – que são princípios de vida universais, partilhados por toda a humanidade.
4º Canalizar a sua energia para pôr em prática estratégias válidas que nos permitam preencher as necessidades em causa, no caso das emoções consideradas “negativas” (Ex.: tristeza, medo, culpa, raiva…)

 

Começa a esvaziar o balão antes que exploda!

Por ti, pelas tuas crianças, pela sociedade, pela humanidade!

 

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Com o aproximar das férias a criança dentro de nós começa a saltitar, aparecem umas borboletas no estomago, uns suspiros inesperados. A nossa mente tende a vaguear por inspiradoras memórias de bem-estar e acabamos rendidos às expectativas.

Mas, ir de férias depois de sermos pais tem nuances diferentes, das férias gozadas antes de sermos pais!

E não me refiro só à bagagem! A inspiração é a mesma: desfrutar ao máximo! O ritmo é que muda completamente.

Agenda das crianças é diferente da agenda dos adultos, há que gerir as nossas expectativas!

A agenda dos adultos é muito ambiciosa tendo em conta a capacidade do próprio organismo, da maturidade da criança para lidar com tantas novidades.

O que para nós significa entusiasmo pelas nossas memórias de experiências passadas, para as crianças significa um esforço extra para processar e assimilar tamanha quantidade e qualidade de informação nova.

 Ex.: o pequeno-almoço dos hotéis para os adultos que gostam de saborear, significa uma degustação dos deuses, capaz de nos fazer saltar da cama cheios de entusiasmo. Já para as crianças, significa quebrar todas as suas rotinas, vestir e sair minimamente apresentável antes de se terem alimentado. Quando chegam à sala do pequeno-almoço confrontam-se com inúmeras pessoas novas e são inundadas com milhentas possibilidades. Na melhor das hipóteses é-lhes dada a escolher como se querem alimentar. Na pior das possibilidades ficam restringidos ao que podem comer, enquanto os seus sentidos experienciam uma overdose de cheiros, cores, texturas diferentes e apelativas, ansiando pela experimentação do seu paladar.

É claro que esta situação muda de família para família. Este fim-de-semana, foi a primeira vez em que não levei o pequeno-almoço que costumam tomar, como não gostaram de praticamente nada, acabaram por comer muito pouco!

 Um mundo de novidades nem sempre é entusiasmente para as crianças, pelo contrário, pode ser desgastante!

É compreensível que estes seres magníficos que ainda estão a aprender a lidar com as emoções, entrem rapidamente em colapso sensorial com tantas informações sensoriais novas (ver http://bestofme.pt/2016/11/01/birra-colapso-sensorial/ ). Obviamente que varia consoante a maturidade da criança, do tipo de personalidade predominante (energia) e do seu estado de humor.

Lembremo-nos que manter as rotinas, que é um aspeto fundamental para lhes passar conforto e segurança, nem sempre é possível nas férias.

Ex.: Quando dormem numa cama e num quarto que não o delas, é normal que estranhem as primeiras noites. Afinal, ainda não tiveram possibilidade de os assimilar como sendo o seu porto seguro, como o seu lar!

Precisam da nossa Abertura, Paciência, Não julgamento, Confiança, Não-esforço, Aceitação, Deixar Ir (a expectativa da agenda de férias) e da nossa Generosidade.

Que tenhamos consciência das suas necessidades e das limitações face à sua maturidade!

As férias significam um reset, um começar sem bagagem (do passado) – Mente de Principiante. De estar com eles de coração aberto, apoiá-los, respeitando os seus tempos, os seus receios, ajudando-os a ultrapassá-los com compaixão, com empatia!

Férias com Mindfulness&Heartfulness para que pais&filhos desfrutem das merecidas férias!

(Créditos: foto de Inês Gaspar)

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DISCIPLINAR é:

#EDUCAR & ENSINAR, ajudar a criança a canalizar a energia para formas mais adequadas de agir.

#Estabelecer LIMITES – estruturar a vida que é fundamental para a Saúde &Bem-estar da criança.

#UmaPRENDA que oferecemos à criança, pois facilita um desenvolvimento harmonioso e passa o Amor e respeito que sentimos por ela.

#Uma Ferramenta que deve ser HONRADA, sendo posta em prática quando estamos em condições (e não quando estamos zangados, pois iria servir apenas para aliviar a nossa pressão); utilizando uma linguagem respeitadora (as palavras que usamos vão acompanhá-los como sombras durante muitos anos).

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Dia nos Namorados.

Dia dos Afetos.
Dia para lembrar a importância de nos estimarmos, cuidarmos de nós!
Dia de Todos Nós (com ou seu parceiro/a).

 

Será que sentimos “I Am Enough”?

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Dia para relembrar que a primeira relação que temos é connosco!

Quem não se ama, não vai saber amar o outro.

Quem não se ama, não se vai deixar amar.

Não precisamos de prendas, já temos tudo dentro de nós!

Aceitarmo-nos, não porque somos perfeitos, mas porque somos perfeitos com as nossas imperfeições! Somos únicos, cada um de nós tem uma impressão digital única, ninguém tem uma igual à nossa!

Dia para validar a auto-compaixão quando erramos, aceitar que não sabemos tudo!

E está tudo bem!

Um dia para Abraçarmos de Coração Cheio toda a nossa Vulnerabilidade!

Dia para Festejar a nossa Condição Humana, o nosso poder em nos apaixonarmos pelo outro e o deixarmos entrar no nosso coração, na nossa vida!

Aceitarmos o outro como ele é e não como gostaríamos que ele fosse.

Dia do Amor Genuíno, por nós e pelos outros!

É este Amor que andamos a praticar?

É este Amor que passamos aos nossos filhos?

Um Abraço de Coração Cheio!

 

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