As doenças dos nossos filhos (que não estão contemplados nas nossas agendas profissionais ou na gestão doméstica) são um teste às nossas inspirações parentais e intenções profissionais!
Mas mais do que isso… consomem rapidamente a nossa bateria (como algumas app. nos telemóveis)!

É óptimo quando existe rede de apoio!
Quando não existe, cá estamos com os 2 braços a cuidar de tudo o que nos é possível, com a sensação que a vida se esqueceu que não somos animais com tentáculos!

Estar a meio de uma consulta quando o telemóvel toca com o contacto da escola de um deles …

Subir com a filha mais nova ao colo (que tinha adormecido profundamente no vinda da escolinha), com as mochilas dos dois, sacos, chaves e casacos, com o guru mais velho a chorar com dores de ouvidos…

Quando adoecem no dia em que é preciso ir às compras, por estarem a acabar os bens básicos…

Esperas até ao dia seguinte na esperança que esteja melhor e lá vais com a criança sentada dentro do carrinho das compras até não caber mais nada. E, quando estás mesmo a terminar os frescos, diz-te a gritar “preciso de fazer chichi agora!”. (Valha-nos os seguranças dos supermercados que ficam a guardar o carrinho de compras). Mas isto foi só o começo, com o carrinho cheio, pede-te colo… o colo que merece que precisa (afinal está doente). Percebes os olhares “Como vai conseguir levar o carrinho cheio com a criança ao colo” … caramba se os conseguimos gerar e parir … isto fazemos com uma perna às costas! (era o que gostava de ter pensado na altura!)

Mas o cansaço da noite mal dormida, dos reagendamentos profissionais, cozinhar comidas extras mais saudáveis, das tardes de colo, mimo e histórias; da impaciência/irritabilidade das crianças (com necessidades extras), dos  cuidados de saúde (dos quais já estão fartos), já há muito que nos deixaram com a bateria a apitar por termos entrado na “reserva”!

Quando um melhora e regressa à escola, não raras as vezes, começa o outro pequenote a queixar-se com dores/desconforto…

Reviram-se os olhos, rodam-se os ombros, respira-se fundo e lá vamos nós continuar a puxar pela bateria mais um pouco.

Quando ambos regressam à escola, desilude-te se pensas que já está tudo a voltar à normalidade!

Afinal, quando carregaste as tuas baterias?

Agora não dá!” dizemos para nós próprias como a justificar-nos.

Somos como um carro quando começa com a luz a piscar, podemos tratar logo do que precisa ou “deixar andar” até ele parar! (Quase com o pensamento mágico que isso não irá acontecer connosco…)

E acredita o nosso corpo tem muitas formas de nos fazer parar … constipações, gripes, enxaqueca, dores musculares … (estas até são as mais simpáticas…) !

Cuidar de TI é tudo o que a tua família precisa! 

Cuidar de ti só depende de ti mesma!

… ninguém o pode fazer por ti!

E podes pedir ajuda:

  • aos teus filhos para que, pelo menos durante umas horas te deixem dormir/descansar (mesmo que te acordem para dar beijos e para perguntar se já estás melhor de 5min em 5 min). Se tiveres bebés, pedir ao outro cuidador para te acordar só quando for preciso mamar, por exemplo.
  • Pedir ao companheiro, à mãe para cozinhar (encomendar/ir comprar) umas refeições, para poderes ficar a descansar (a dormir ou acordada) no sofá uma tarde de fim-de-semana, numa noite, tomar um banho relaxada…ires ter com uma amiga; teres um momento contigo mesma …

Tu e eu sabemos o que cada uma de nós precisa para se nutrir … mesmo quando não conseguimos encher a bateria a 100% qualquer valor acima dos 50% já é positivo!

Ao cuidar dos outros precisamos de tempo para cuidar de nós.
Não é um capricho é uma necessidade universal!
Como pode um poço dar água se o deixarmos secar?

Já agora, como anda a tua bateria?

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Desde crianças desenvolvemos um “balão emocional” dentro de nós!

Sempre que nos deparamos com sentimentos desafiantes vamos soprando para o balão. Sopramos quando sentimos medo, zanga, perda de familiares, separações… Sopramos mesmo quando se tratam de sentimentos apaixonantes, vibrantes e maravilhosos, quando não estão “autorizados” a serem expressos, ou têm de ser contidos (como estar apaixonado, abraçar, dar gargalhadas em público …).

E é assim que este balão vai enchendo, enchendo até rebentar!

É quando nos “salta a tampa”! Normalmente acontece junto das pessoas que nos são mais próximas, em circunstâncias que não ‘justificariam’ tal explosão emocional, se só olharmos para a ponta do iceberg e ignoramos tudo o que está por baixo. Tudo o que foi sendo acumulado e recalcado que cria pressão e teima em sair, como o ar de um balão quando encontra um buraco para passar, ou como o vapor de uma panela de pressão!

A explosão de um “balão emocional” pode-se tornar num rastilho de repercussões incontroláveis, já que pode levar ao enchimento de outros “balões emocionais”. Vejamos o exemplo de um chefe que, ao “explodir” com os colaboradores, vai propiciar tanto mais o enchimento dos seus “balões emocionais”, quanto menos estes conseguirem gerir as suas próprias emoções. Sendo que cada um deles pode acabar por explodir o seu “balão emocional” com a sua própria família, filhos podendo levar ao enchimento dos “balões emocionais destes e assim sucessivamente.

Desconexão: a origem do “balão emocional”

Nascemos conectados, as crianças nascem a amarem-se da cabeça aos pés! Nascem a manifestar as suas emoções com autenticidade, com aceitação. As emoções são parte integrante de uma autoestima saudável!

Mas a sociedade, que não aceita grande parte das emoções, que não sabe gerir as mesmas, rejeita a sua manifestação, educa para as recalcar.

Educa-se condicionando: ser forte, não chorar, não mostrar emoções (meninos) ser doce e delicada (meninas), a não dizer que não, a não rir muito alto… e por aí vamos.

Educa-se para a desconexão do coração, das emoções!

E cada vez que não aceitamos as nossas emoções, é uma parte da nossa autoestima de que abdicamos.

Desconexão: um preço alto de mais!

E passamos uma vida a sentirmo-nos insatisfeitos, incompletos, imperfeitos, a sentir que não somos o suficiente. Sem termos consciência do que nos levou para este esboço do que podemos ser. Desconectados das nossas emoções, de parte fundamental do nosso Ser!

A Conexão da Mente & Coração é o que nos permite Estar, Sentir, Viver, Amar a 100%!

Só com esta conexão conseguiremos ter uma relação autêntica connosco e com os outros!

Lembremo-nos: qualquer conquista vem da paixão de encararmos a vida de coração aberto (mesmo quando temos uma mente forte)!

É tempo de nos conectarmos com as emoções! De as aceitar como parte fundamental para a nossa sobrevivência e bem-estar, já que são os semáforos das nossas necessidades. De as aprendermos a gerir!

Gerir Emoções é:

1º reconhecer o que sentimos (aceitar)
2º dar-lhes um nome
3º agradecer estarem-nos a transmitir uma mensagem útil.
Isto é, se estão ou não, a ser preenchidas as nossas NECESSIDADES – que são princípios de vida universais, partilhados por toda a humanidade.
4º Canalizar a sua energia para pôr em prática estratégias válidas que nos permitam preencher as necessidades em causa, no caso das emoções consideradas “negativas” (Ex.: tristeza, medo, culpa, raiva…)

 

Começa a esvaziar o balão antes que exploda!

Por ti, pelas tuas crianças, pela sociedade, pela humanidade!

 

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As histórias que a tua criança precisa escutar

As histórias têm sido a forma preferencial para passarmos ensinamentos entre gerações, entre culturas.

É inevitável, são bem recebidas, ficam no ouvido e bem presentes na nossa vida!

Quando escutas uma história, uma metáfora, trata-se de outras personagens que não tu, este distanciamento transmite-te segurança suficiente para baixares as tuas defesas e deixar entrar no teu subconsciente o ensinamento implícito!

Se queres passar algum ensinamento ao teu filho, 1º põe em prática, sê o modelo! 2º Conta-lhe em versão de história! Não é por acaso que as crianças gostam tanto de estar com os avós sempre recheados de boas histórias, como as aventuras dos pais quando eram pequenos! Tudo pode ser transformado em história!

Sempre que é contada uma história é estabelecida uma ligação entre neurónios, fica guardada no nosso cérebro e passa a fazer parte das memórias a que recorremos quando estamos perante um desafio. São mesmo importantes porque são a fundação das nossas crenças! E estas condicionam o que fazemos, como fazemos, o que pensamos …

Então, que histórias andamos nós a contar-lhes?

Que as mulheres precisam de ser salvas pelos homens?!?!?!

Que os super-heróis nascem com poderes especiais que não precisam de ser aprendidos e treinados?!?!?!

Não me parecem que sejam histórias que os preparem para criarem diariamente uma vida memorável!

A minha família é benfiquista, este ano foram muitos os títulos ganhos. Se juntarmos o facto de ainda termos na memória que somos os campeões Europeus de Futebol, percebo porque os gurus cá de casa fazem do Sr. Batata a taça da vitória que tantas vezes levantam, nas suas brincadeiras, com esforço (pelo peso) proporcional ao que ela significa!

Sim, é possível vencermos!

E para lá chegarmos existe um caminho de aprendizagem com os erros, humildade, resistência à frustração, muita disciplina, praticar até sermos os melhores no que fazemos, até conseguirmos alcançar o nosso objetivo. Mas, primeiro é preciso sonhar! Sonhar com a tua missão: o que queres deixar às próximas gerações, o contributo que ofereces ao Universo que te acolhe!  Com coragem, suor e ousadia!

Estamos a contar-lhes as histórias de que todos nós nascemos com as sementes que podem florescer em super poderes, se colocarmos em prática estes ingredientes, diariamente na nossa vida?

A partilhar histórias em que só existem super-heróis com dedicação, coragem e que entram em ação? Sim, super-heróis que não são perfeitos, que vão errar e aprender com isso, que cuidam de si, estimam-se e que também respeitam os outros? Que qualquer pessoa, em qualquer idade, género, ou etnia pode ser um super-herói?

Descendemos de um povo, curioso que ousou e descobriu!

Criamos histórias diariamente, umas vezes com vitórias, outras com desfechos trágicos… em todas elas aprendemos algo importante!

Nestes dias de luto pela tragédia do fogo que fez vítimas mortais, mais do que alguma vez poderíamos imaginar, quando uma vida já é demais, vemos o exemplo de guerreiros como os Bombeiros (que em outros países são considerados heróis nacionais) a darem tudo o que têm para oferecer, o seu suor e lágrimas para evitar mais catástrofes.

Quando contares uma história à tua criança questiona:

“Que ensinamento lhe estou a passar? É construtivo ou limitador?”

(Foto tirada no Feijão Verde Fun Park Sintra)

 

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